Bradesco: inadimplência cai pelo 3º trimestre seguido

Mesmo com o forte aumento das operações de crédito, o Bradesco apresentou queda na inadimplência pelo terceiro trimestre seguido. O índice total do banco, para atrasos superiores a 90 dias, fechou o segundo trimestre em 4%, ante 4,4% no período anterior e 4,6% em junho do ano passado. O banco atribui a melhora do indicador ao crescimento da economia, que trouxe expansão do emprego e da renda. Como reflexo, houve melhora também da qualidade dos ativos da instituição.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR E NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

28 de julho de 2010 | 10h52

A inadimplência caiu tanto para pessoa física como para pessoa jurídica. O banco ainda prevê espaço para novas quedas, mas em menor nível que o registrado até agora, segundo os comentários que acompanham o balanço divulgado hoje. O pico do indicador foi em setembro, quando atingiu 5,1%.

No segmento pessoa física, a inadimplência terminou o segundo trimestre em 6,3%, ante 6,7% no período anterior e 7,5% no mesmo intervalo de 2009. No caso da pessoa jurídica (pequenas e médias empresas), o índice ficou em 3,8%, um resultado menor que os 4,4% do primeiro trimestre e os 4,5% de 12 meses antes.

Com a melhora do índice de inadimplência, a despesa de provisão para devedores duvidosos (PDD) continuou apresentando queda no segundo trimestre, quando somou R$ 2,161 bilhões, ante R$ 3,118 bilhões no mesmo período de 2009 (baixa de 30,7%). O saldo da PDD fechou o segundo trimestre em R$ 15,8 bilhões, dos quais R$ 12,8 bilhões são de provisões requeridas pelo Banco Central (BC). O restante (R$ 3 bilhões) são de provisões excedentes. Em relação ao primeiro trimestre, houve queda de 0,3% no saldo, mas em comparação com o mesmo período de 2009 houve expansão de 13,8%. O índice de cobertura chegou a 188,5%, o nível mais alto dos últimos trimestres.

Operações de crédito

As operações de crédito do Bradesco somaram R$ 244,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 4,1% ante o primeiro trimestre de 2010. O avanço foi reflexo da evolução de 6,7% da carteira de micro, pequenas e médias empresas, de 4,2% da pessoa física e de 1,7% das grandes empresas. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 89,648 bilhões, enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 155,141 bilhões.

Em comparação com o segundo trimestre de 2009, as operações de crédito tiveram alta de 15%. De acordo com relatório divulgado pelo banco, o avanço no ano foi de 21,4% nas micro, pequenas e médias empresas, 20,7% na pessoa física e 5% nas grandes empresas.

No segmento de pessoa física, os produtos que apresentaram maior evolução nos últimos doze meses foram o crédito pessoal consignado, o cartão de crédito (impactado pela aquisição do Banco Ibi em outubro de 2009), os repasses do BNDES/Finame e financiamento de veículos. No segmento de pessoa jurídica, os principais destaques foram os repasses do BNDES/Finame, o financiamento imobiliário, capital de giro e operações no exterior.

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