Bradesco lucra R$ 3 bilhões no 3º trimestre

Resultado representou uma alta de 7,1% em um ano; crédito à pessoa física cresceu 2,8% 

Aline Bronzati, Agência Estado

21 de outubro de 2013 | 07h45

O Bradesco, primeiro grande banco privado a divulgar resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano, anunciou lucro líquido contábil de R$ 3,064 bilhões, crescimento de 7,1% em um ano, quando o resultado foi de R$ 2,862 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, a instituição apurou expansão de 3,9%.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi a 18,4% ao final de setembro contra 19,9% visto no terceiro trimestre de 2012, recuo de 1,5 ponto porcentual. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a queda foi de 0,4 ponto porcentual.

A carteira de crédito expandida do banco, que inclui avais e fianças, somou R$ 412,559 bilhões de julho a setembro, aumento de 2,5% em relação ao segundo trimestre deste ano. Ante igual período de 2012, foi vista elevação de 11%.

No terceiro trimestre, o destaque na carteira de crédito do Bradesco foi o avanço das operações de pessoas físicas, que cresceram 2,8% em relação ao segundo, totalizando R$ 127,068 bilhões. Em um ano, a alta foi de 10,9%. Já na pessoa jurídica, o aumento foi de 2,3% e 11%, respectivamente.

O Bradesco encerrou setembro com ativos totais de R$ 907,694 bilhões ao término, expansão de 6,0% em um ano e de 1,2% na comparação trimestral. O patrimônio líquido do banco ficou em R$ 67,033 bilhões, elevação de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2012e também ante o segundo trimestre deste ano.

O Bradesco seguiu reduzindo a sua carteira de crédito a veículos e ampliando a oferta de recursos para a compra de imóveis e também no segmento consignado (desconto em folha de pagamento) no terceiro trimestres deste ano. Dentre os destaques de alta dos empréstimos destinados à pessoa física, que cresceram 2,8% em relação ao segundo, para R$ 127,068 bilhões, também figurou o crédito rural.

A carteira de crédito a veículos do Bradesco encolheu 3,7% ao final de setembro ante junho, para R$ 28,232 bilhões. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, o volume de empréstimos destinado a este fim foi reduzido ainda mais, em 11,4%.

Em contrapartida, o Bradesco ampliou o crédito imobiliário em 9% no terceiro trimestre ante o segundo. Quando avaliado o montante liberado em igual intervalo do ano passado, verifica-se alta ainda maior, de 33,1%. Consignado avançou 6,8% e 29,9%, respectivamente. Crédito rural também foi destaque com crescimento de 16,0% na comparação trimestral e de 20,0% na anual.

O segmento de cartões teve alta de 3,4% ao final de setembro ante junho, para R$ 21,866 bilhões. Em um ano, a expansão chegou a 16%. Já o crédito pessoal avançou 3,2% e 10,9%, respectivamente.

Na pessoa jurídica, cuja carteira expandiu-se 2,3% no terceiro trimestre ante o segundo, os maiores avanços foram identificados no crédito imobiliário e na carteira comercial, que inclui operações de debêntures e notas promissórias. Ambos os segmentos apresentaram expansão de 6,4% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Na outra ponta, leasing teve queda de 5,8% e financiamento à exportação de 2,5%.

A linha de capital de giro permaneceu praticamente estável, com leve aumento de 0,1% no terceiro trimestre ante o segundo, totalizando R$ 44,255 bilhões. Em um ano, porém, foi vista alta de 4,3%. Repasses BNDES/Finame cresceram 3,6% e 11,4%, respectivamente.

Inadimplência

A taxa de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, apresentou recuo de 0,1 ponto porcentual no terceiro trimestre ante o segundo, para 3,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado, foi registrada queda de 0,5 p.p.

Esta é a terceira redução trimestral seguida no número de calotes do banco. "Essa redução foi influenciada, principalmente, pela queda no índice de inadimplência da pessoa física", justifica o Bradesco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

A inadimplência da carteira de pessoas físicas da instituição, considerando os atrasos acima de 90 dias, passou de 5,5% em junho para 5,2% em setembro, queda de 0,3 p.p. Em um ano, o declínio foi de 1 p.p.

O indicador de pequenas e médias empresas permaneceu estável em 4,0% na comparação trimestral. Em relação a setembro do ano passado, foi vista redução de 0,3%. Nas grandes empresas, o índice de calotes, porém, subiu, passando de 0,2% em junho para 0,4% em setembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, foi vista estabilidade do indicador.

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