Reuters/Paulo Whitaker
Reuters/Paulo Whitaker

Bradesco muda alta cúpula e reduz número de vice-presidentes

Quarteto de VPs será responsável por ajudar o banco e recuperar o posto de segundo banco mais rentável do Brasil

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2019 | 05h00
Atualizado 14 de janeiro de 2019 | 11h27

O Bradesco confirmou alterações na alta cúpula e a redução da quantidade de vice-presidências de seis para quatro, conforme antecipou o Estadão/Broadcast com exclusividade no domingo, 13, às 16h36. Com a reestruturação, a diretoria executiva do banco passa a ser focada em três grandes áreas de negócios, varejo, atacado e alta renda e uma voltada à infraestrutura, tecnologia e recursos humanos.

Na nova estrutura, os executivos Josué Augusto Pancini e Mauricio Machado de Minas, que acumulavam os cargos de conselheiros e de vice-presidentes, passam a atuar exclusivamente como membros do Conselho de Administração do Banco.

Já os vice-presidentes Eurico Ramos Fabri, Cassiano Ricardo Scarpelli e Marcelo de Araújo Noronha serão responsáveis, respectivamente, pelas áreas de Varejo, Alta Renda e Atacado. O vice-presidente André Cano, ficará com Infraestrutura/TI/RH, que contempla ainda as áreas de Compliance, Jurídico e Relações com o Mercado.

Como parte do movimento, o Bradesco anunciou ainda uma série de promoções e direcionamento de novas funções de executivos. Em nota à imprensa, o banco destaca que o objetivo da reestruturação é “ampliar as oportunidades de negócio por meio de um relacionamento cada vez mais especializado com seus clientes”.

“Acreditamos que a nova estrutura nas áreas da vice-presidência, somada às promoções, nos permitirá continuar em nossa jornada de crescimento e forte atuação nos diferentes segmentos de negócios. Estamos otimistas que 2019 será um ano bastante positivo para o Bradesco”, avalia o presidente executivo, Octavio de Lazari Junior.

O movimento é o primeiro feito em sua gestão desde que assumiu o comando da instituição em março do ano passado, substituindo Luiz Carlos Trabuco Cappi, que passou a presidir o Conselho de Administração. Tradicionalmente, o Bradesco anuncia mudanças em seu quadro no início do ano.

A nova estrutura da diretoria executiva do Bradesco será responsável por ajudá-lo e recuperar o posto de segundo banco mais rentável do Brasil entre as grandes instituições de varejo, perdido para o Santander Brasil em meio à integração do HSBC. Ao final de setembro último, a instituição, segunda maior privada do País em ativos, apresentava retorno (ROE, na sigla em inglês) de 19,0%. Santander, com 19,5%, e Itaú Unibanco, com 21,3%, ocupam a segunda e primeira colocações no ranking de rentabilidade, respectivamente.

Promoções 

Com as movimentações, os diretores executivos adjuntos Bruno D`Ávila Melo Boetger (Corporate/BBI), Guilherme Muller Leal (Alta Renda/Prime) João Carlos Gomes da Silva (Varejo) e Rogério Pedro Câmara (TI) foram promovidos a diretores executivos gerentes.

Já para o posto de diretor executivo adjunto foram nomeados o diretor gerente do Bradesco BBI, Leandro de Miranda Araújo, que passa a ficar responsável pelo Departamento de Relações com o Mercado e pelas corretoras do banco; e os diretores departamentais Edson Marcelo Moreto (Crédito), José Sérgio Bordin (Varejo), Roberto de Jesus Paris (Tesouraria) e Antonio José da Barbara (Secretaria Geral). 

São esperadas ainda, segundo fontes, subidas nos cargos abaixo da diretoria executiva do banco. Na última sexta-feira, o Bradesco anunciou a saída de Denise Pavarina da diretoria de Relações com Investidores. Informou ainda que a executiva deixou o cargo por motivos pessoais e que o vice-presidente André Cano acumularia o cargo. Denise foi primeira mulher a ocupar cargo na diretoria executiva do banco.

Além dela, outra baixa na diretoria foi a de Aurélio Guido Pagani, segundo fonte. O Bradesco, que anuncia seus resultados anuais de 2018 em 31 de janeiro, soma R$ 1,357 trilhão em ativos totais e uma carteira de crédito de mais de R$ 520 bilhões. Procurado, o banco não comentou.

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