Bradesco prevê inadimplência em nível internacional

As taxas de inadimplência no Brasil devem se aproximar das internacionais no longo prazo beneficiadas pela tendência de queda dos juros, na opinião de Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo do Bradesco. "Temos um dos menores índices dos últimos três anos. Entendemos que a nossa taxa de inadimplência está num patamar mais aceitável e mais adequado", disse em vídeo enviado à imprensa nesta segunda-feira, 28.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

28 de outubro de 2013 | 17h25

O número de calotes contabilizado pelo Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, encerrou setembro em 3,6%, com melhora de 0,1 ponto porcentual em relação a março. O resultado superou a meta do banco, que era encerrar o ano com 3,7%. Na teleconferência com imprensa e analistas, Angelotti disse que, para os próximos trimestres, o Bradesco espera estabilidade da inadimplência.

No crédito, o executivo destacou que o banco apresentou o maior crescimento das instituições financeiras privadas. A carteira de crédito expandida do Bradesco, que inclui avais e fianças, somou R$ 412,559 bilhões de julho a setembro, aumento de 2,5% em relação ao segundo trimestre deste ano e de 11% em 12 meses.

"Essa é uma taxa boa, sustentável, para crescer com qualidade na carteira. O segmento que mais cresceu no terceiro trimestre em 12 meses foi o de pequenas e médias empresas (PMEs), com 12%, seguido do corporativo, com 11%, e de pessoa física, com 10,9%", afirmou Angelotti.

Ele lembrou ainda que o Bradesco faz investimento constante em tecnologia e que neste ano estão em R$ 3,5 bilhões, considerando os aportes feitos em telecomunicação, infraestrutura e tecnologia. De acordo com o executivo, o banco está fazendo um plano interno de revitalização da área de TI, no qual foram alterados hardware, ambientes tecnológicos e todos os ambientes estão sendo redesenhados.

"Com a nova estrutura, nossos sistemas terão maior qualidade. Vamos ganhar mais eficiência e prestar um melhor atendimento e uma oferta de serviços aos nossos clientes", garante Angelotti.

O executivo destacou ainda que os resultados do Bradesco no terceiro trimestre foram "muito bem recebidos" pelo mercado. O banco apresentou lucro líquido contábil de R$ 3,064 bilhões, crescimento de 7,1% em um ano, quando o resultado foi de R$ 2,862 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, a instituição apurou expansão de 3,9%.

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