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Daniel Teixeira/Estadão
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Bradesco tem lucro de R$ 5,16 bi no 2º trimestre, alta de 9,7% em um ano

Na comparação com os três meses anteriores, quando a cifra ficou em R$ 5,102 bilhões, cresceu 1,2%

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 08h43

O Bradesco anunciou nesta quarta-feira, 26, lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre deste ano – cifra 9,7% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,704 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando a cifra ficou em R$ 5,102 bilhões, cresceu 1,2%.

O lucro recorrente, também chamado de lucro gerencial, é aquele que exclui todos os fatores extraordinários da operação, como por exemplo a compra de uma nova empresa, os gastos indenizatórios de um processo judicial no período e por assim em diante.

"A evolução do lucro líquido tanto no comparativo trimestral como anual foi impulsionada pela boa performance de nossas receitas de prestação de serviços e resultado das operações de seguros, previdência e capitalização", destaca o banco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

De janeiro a junho, o lucro líquido recorrente do Bradesco somou R$ 10,263 bilhões, montante 9,7% superior ao registrado na primeira metade de 2017, quando foi a R$ 9,352 bilhões.

O Bradesco lembra ainda, no documento, que ocorreram novamente reduções nas

despesas com provisões a devedores duvidosos no conceito expandido, a partir da melhora dos principais indicadores de qualidade da carteira de crédito. "Estes fatores também foram os motivadores da importante evolução do resultado operacional nos períodos", acrescenta a instituição.

A carteira de crédito expandida do Bradesco encerrou junho com saldo de R$ 515,635 bilhões, expansão de 6,0% em relação ao fim de março, quando somou R$ 486,645 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 493,566 bilhões, foi identificada elevação de 4,5%.

No segundo trimestre, tanto no segmento de pessoas físicas quando no de jurídicas houve crescimento dos empréstimos. A carteira de indivíduos alcançou R$ 182,817 bilhões de abril a junho, alta de 2,8% ante os três meses anteriores e de 6,3% em um ano. O maior crescimento trimestral, contudo, veio da pessoa jurídica, cujos empréstimos tiveram alta de 7,8% e 3,5%, respectivamente, totalizando R$ 332,818 bilhões.

O Bradesco encerrou junho com R$ 1,306 trilhão em ativos totais, cifra 0,2% maior em relação ao fim de março, quando o montante era de R$ 1,304 trilhão. Em um ano, quando ficou em R$ 1,291 trilhão, aumentou 1,2%.

O patrimônio líquido da instituição totalizou R$ 113,039 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,8% ante idêntico intervalo de 2017. Na comparação com os três meses anteriores, porém, foi vista leve retração de 0,6%. A rentabilidade do banco (ROE, na sigla em inglês) teve queda de 0,2 ponto porcentual, para 18,4% no segundo trimestre em comparação ao primeiro. Ante um ano, entretanto, houve melhora de 0,3 p.p.

Recorrente x ajustado

O Bradesco divulgou ainda que teve um lucro líquido contábil de R$ 4,528 bilhões no segundo trimestre, incremento de 15,78% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 3,911 bilhões. Em relação ao trimestre anterior, quando a cifra foi de R$ 4,467 bilhões, a elevação foi de 1,37%.

A diferença entre o lucro recorrente e contábil do banco, conforme explica a instituição em relatório, se deu por conta de R$ 613 milhões em amortizações de ágio (HSBC) e ainda no segundo trimestre do ano passado o Bradesco contabilizou um impacto de mudança regulatória na Cielo no valor de R$ 210 milhões.

Inadimplência

O índice de inadimplência do Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, encerrou junho em 3,92%, melhora de 0,47 ponto porcentual na comparação com o indicador visto ao final de março, de 4,39%. Em um ano, a melhora chegou a 0,98 p.p.

"O índice de inadimplência apresentou melhora pelo quinto trimestre consecutivo, refletindo a melhor qualidade das novas safras e os ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito", destaca o Bradesco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

De acordo com o banco, os destaques do segundo trimestre foram os segmentos de micro, pequenas e médias empresas e o de pessoas físicas, este beneficiado também pela alteração do mix da carteira. Os indicadores ficaram em 5,20% em junho contra 6,12% em março e 4,81% ante 5,07%, respectivamente.

Chama atenção, contudo, a melhora nas grandes empresas depois de três trimestres de alta. A inadimplência do segmento ficou em 1,68% no segundo trimestre contra 2,00% no primeiro. Foi o menor patamar em um ano.

"Desde o pico da inadimplência total em março de 2017, nosso índice reduziu-se em 1,7 p.p.", destaca o Bradesco, em relatório.

O indicador de calotes do banco de curto prazo, que leva em conta atrasos entre 15 a 90 dias, seguiu numa tendência de melhora durante o segundo trimestre. Foi a 3,99% ao final de junho contra 4,18% em março. Pessoa física voltou a recuar no período e o segmento de PME continuou apresentando melhora da inadimplência. Em contrapartida, as grandes empresas tiveram nova piora. A inadimplência de curto prazo deste público foi a 1,75% no segundo trimestre ante 1,4% no primeiro.

Provisões

As despesas com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, do Bradesco -no conceito expandido, que considera receitas com recuperação e também o impairment de ativos financeiros - somaram R$ 3,437 bilhões no segundo trimestre, queda de 36,1% sobre um ano, quando era de R$ 5,378 bilhões. Ante o primeiro trimestre, quando esses gastos totalizaram R$ 3,892 bilhões, foi uma queda de 11,7%.

Somente as despesas com PDDs do banco foram a R$ 4,369 bilhões no segundo trimestre, queda de mais de 33% em um ano, de R$ 6,534 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, de R$ 4,599 bilhões, recuou 5,00%.

O saldo de provisões do Bradesco fechou junho em R$ 35,240 bilhões, 6,1% menor em um ano, de R$ 37,536 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 35,763 bilhões, teve declínio de 1,5%. 

Setor

O Bradesco foi o segundo entre os grandes bancos de varejo do País a divulgar resultados do segundo trimestre de 2018. A temporada foi iniciada ontem pelo Santander, o maior banco estrangeiro. A empresa registrou um lucro de R$ 3,025 bilhões, montante 29,6% maior do que os R$ 2,335 bilhões de igual etapa de 2017.

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