Bradesco tem menor inadimplência em 12 meses

Indicador caiu 4,9% em relação ao 4º trimestre do ano passado, mas ainda está acima do patamar do mesmo período de 2009, 4,2%

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

28 de abril de 2010 | 09h12

O índice de inadimplência do Bradesco, para atrasos superiores a 90 dias, fechou o primeiro trimestre em 4,4%. O indicador caiu em relação ao quarto trimestre do ano passado (4,9%), mas ainda está acima do patamar do mesmo período de 2009, quando ficou em 4,2%. Mesmo assim, foi a menor inadimplência do banco em 12 meses.

 

Na pessoa física, o índice de inadimplência terminou março em 6,7%, abaixo dos 7,1% do mesmo mês de 2009. Foi o menor nível desde dezembro de 2008, sempre considerando os atrasos acima de 90 dias. No índice das micro, pequenas e médias empresas, houve piora em 12 meses, passando de 3,6% para 4,4%, enquanto que entre as grandes empresas o indicador caiu de 0,8% para 0,6% na comparação anual.

 

Tanto na pessoa física como na jurídica houve melhora da inadimplência em relação ao quarto trimestre. As taxas entre outubro e dezembro ficaram em 7,4% (pessoa física) e 4,8% (pequenas e médias empresas). A melhora em relação ao quarto trimestre decorreu do ambiente econômico mais favorável e foi notada em todos os segmentos, segundo o banco.

 

O indicador de atrasos nos pagamentos atingiu o pico em setembro do ano passado - de 7,6% na pessoa física e em 5,1% nas pequenas empresas - e em seguida começou a cair. O Bradesco afirma que a tendência é que os índices de inadimplência caiam nos próximos períodos.

 

Provisões

 

O saldo da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) fechou março em R$ 15,836 bilhões, dos quais R$ 12,8 bilhões são de provisões requeridas pelo Banco Central e R$ 3 bilhões de provisões excedentes. Em comparação ao mesmo período de 2009, houve um aumento de 14,16% no saldo da PDD (R$ 13,871 bilhões).

 

A despesa de PDD no primeiro trimestre somou R$ 2,188 bilhões, abaixo dos R$ 3,188 bilhões do mesmo período do ano passado. Este é o terceiro trimestre consecutivo que o indicador registra queda. Segundo o banco, a redução ocorreu basicamente em função da menor constituição de provisão, mesmo em um cenário de crescimento da carteira de crédito.

 

Perspectivas

O Bradesco espera que o indicador de inadimplência termine o ano em cerca de 4%, afirmou há pouco o vice-presidente executivo do banco, Domingos Figueiredo de Abreu. "Houve redução em todos os segmentos", disse o executivo em teleconferência com imprensa para comentar os resultados trimestrais do banco.

Para a carteira de crédito imobiliário, o Bradesco prevê liberar R$ 6,5 bilhões, o que representa incremento de 50% dos volumes em comparação com igual período de 2009.

Recuperação da atividade econômica e o aumento do emprego e renda das famílias brasileiras estão entre os fatores que devem manter o mercado de crédito aquecido este ano, avalia o vice-presidente do banco. A instituição prevê expansão de 21% a 25% na carteira total.A inadimplência vem caindo desde setembro do ano passado e o executivo espera manutenção da queda nos próximos meses. Segundo Abreu, o banco não pretende constituir provisões adicionais nos próximos meses.

Para a pessoa física, o índice de inadimplência terminou março em 6,7%, abaixo dos 7,1% do mesmo mês de 2009. Foi o menor nível desde dezembro de 2008, sempre considerando os atrasos acima de 90 dias. No índice das micro, pequenas e médias empresas, houve piora em 12 meses, passando de 3,6% para 4,4%, enquanto entre as grandes empresas o indicador caiu de 0,8% para 0,6% na comparação anual.

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