Brasil abre 252.067 empregos formais em maio, segundo Caged

Volume é bem inferior ao verificado no mesmo mês de 2010, de 349 mil empregos com carteira assinada

Célia Froufe, da Agência Estado,

20 de junho de 2011 | 16h20

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou nesta segunda-feira, 20, que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País em maio foi de 252.067. Conforme adiantou pela manhã o ministro Carlos Lupi, o resultado veio acima de 200 mil novos postos.

O volume, no entanto, é bem inferior ao recorde de 349 mil empregos celetistas, já descontadas as demissões do período, verificado no mesmo mês do ano passado. Também é inferior ao resultado de abril, contrariando a expectativa do ministro de que o saldo de maio seria maior.

Em abril, o número de novas vagas de trabalho formais - já descontadas as demissões -, foi de 294 mil, segundo o dado revisado pela Pasta este mês. Antes da revisão, o ministério tinha contabilizado a criação de 272,2 mil novos empregos celetistas em abril. Estes números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda pelo MTE.

Já para o mês de junho, a previsão de Lupi, é que a geração de empregos seja melhor do que em maio. No mês passado ele apresentou o mesmo prognóstico, que acabou não ocorrendo. O ministro, no entanto, não admite falar em desaceleração dos dados ainda que, em relação a todas as bases de comparação, o número do mês passado tenha sido menor do que os demais. "Isso não é desaceleração. Chega a ser ofensa à inteligência dizer que o País está gerando menos emprego. Desaceleração é quando a diferença é muito grande", argumentou durante a entrevista coletiva de imprensa.

O número de postos gerados em maio ficou levemente acima da média para o mês nos oito anos do governo Lula. Segundo cálculos feitos pela Agência Estado com base nos dados do Ministério do Trabalho, a média de geração de vagas líquidas para o mês - já descontadas as demissões do período - foi de 245.125 postos. Dados do Caged divulgados há pouco revelaram que o saldo líquido de emprego em maio deste ano foi de 252.067.

O melhor mês de maio do governo passado foi visto em 2010, quando 349 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho com carteira assinada. Já o pior maio da "Era Lula" foi verificado no primeiro ano de governo, quando 167 mil postos foram formais criados.

Brasil cria 1,17 milhão de vagas no ano

A geração de vagas superou as demissões em 1.171.796 no acumulado dos cinco primeiros meses de 2011. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido de 1,519 milhão de novos postos.

Carlos Lupi enfatizou que o resultado acumulado na geração de empregos no ano até maio, já descontadas as demissões no período, chegou a 1.171.796. "Atingimos hoje o primeiro milhão de empregos do governo Dilma Rousseff", destacou o ministro durante entrevista coletiva. Ele manteve a projeção de que, no ano, a criação de vagas com carteira assinada chegará a 3 milhões. "Vocês serão surpreendidos no segundo semestre", disse aos jornalistas que lembraram que o número acumulado nos cinco primeiros meses do ano em 2010 era maior (1.383.729).

A meta de Lupi é atingir 3 milhões de novos postos formais este ano ante 2,584 milhões verificados no ano passado. Segundo ele, ao contrário de 2010, o segundo semestre será mais propício à criação de vagas de trabalho.

No ano passado, foram gerados 1,774 milhão de postos formais na primeira metade do ano e 810 mil no segundo semestre - lembrando que, em dezembro, houve mais demissões do que contratações, com um saldo negativo de 423 mil vagas.

Investimentos

Segundo o ministro do Trabalho, o Brasil não só vem atraindo capital especulativo, mas também produtivo. "O Brasil virou a Meca de investimentos; todos querem investir aqui", disse durante entrevista coletiva. Ele comemorou também a elevação de rating do País obtido hoje pela agência de classificação Moodys.

"Está havendo substituição do capital de investimento. Este movimento diferencia o comportamento da economia como um todo", enfatizou.

Ao contrário de outros ministros, que já diminuíram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, Lupi segue confiante de que a expansão da atividade será de 4,5% em 2011 na comparação com 2010.

Tudo o que sabemos sobre:
MACROCAGEDMAIO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.