Brasil adere ao pacto anti-corrup??o de Davos

Primeiras empresas brasileiras a aderir ao movimento foram Petrobr?s e Ipiranga

Agencia Estado

15 de junho de 2007 | 10h31

O Brasil aderiu ao programa de combate ? corrup??o do F?rum Econ?mico Mundial. A iniciativa, batizada de Iniciativa de Parceria Contra a Corrup??o (PACI, na sigla em ingl?s) existe desde 2004 e aceita a ades?o de empresas. O objetivo ? conscientizar as lideran?as empresariais para que tomem medidas firmes de combate ? corrup??o nas pr?ticas de neg?cios. As primeiras empresas brasileiras a aderir ao movimento foram Petrobr?s e Ipiranga. O an?ncio foi feito durante a Confer?ncia Internacional do Instituto Ethos, ontem em S?o Paulo.A iniciativa de Davos se soma a outro compromisso empresarial assinado h? um ano por empres?rios brasileiros, o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrup??o, iniciativa capitaneada por v?rias entidades, como o Escrit?rio Contra Drogas e Crime das Na??es Unidas, Patri e Instituto Ethos. Na pr?tica, as empresas ligadas ao F?rum Econ?mico Mundial que operam no Pa?s devem aderir ao pacto brasileiro para p?r em pr?tica pol?ticas de combate ? corrup??o no dia-a-dia dos neg?cios."Atualmente a corrup??o aumenta os custos dos neg?cios em cerca de 10%, por conta de pagamentos de propinas e outros benef?cios. Nos pa?ses emergentes, esse percentual chega a 25%", afirma Valerie Weinzierl, diretora do Centro de Parcerias P?blico-Privadas do F?rum Econ?mico Mundial.Das 1.000 empresas ligadas ao F?rum, 125 aderiram ? iniciativa anti-corrup??o.?Toler?ncia zero?A entidade prop?e uma pol?tica de "toler?ncia zero" em rela??o ?s pr?ticas de corrup??o nas empresas. "O primeiro passo para por isso em pr?tica ? o comprometimento p?blico dos presidentes das empresas e principais lideran?as e, em seguida, o treinamento das equipes", diz Valerie. Dados do World Bank Institute mostram que as empresas recebem at? US$ 1 trilh?o por ano em recursos cujas fontes s?o pr?ticas de corrup??o.Para Caio Magri, secret?rio executivo do pacto brasileiro anti-corrup??o, uma das maneiras de se trabalhAar o tema com as empresas no Pa?s dever? ser entre setores espec?ficos. "A id?ia ? desenvolver atividades junto a setores mais pr?ximos do poder p?blico, como os diretamente ligados ao Plano de Acelera??o do Crescimento (PAC): constru??o civil, saneamento, energia", diz Magri.Outra frente de trabalho ser? capacitar as pequenas e m?dias empresas no combate ? corrup??o e tamb?m apoiar ONGs regionais que j? fazem o trabalho de monitorar contas p?blicas. "J? existem mais de 80 entidades, em todo o Pa?s, com o objetivo de fiscalizar as contas dos munic?pios", diz Magri.

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