Brasil deve gastar até US$ 500 bi em infraestrutura nos próximos 5 anos

Em relatório, agência afirma que, como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, Brasil terá de ampliar sensivelmente sua infraestrutura

Regina Cardeal, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 16h53

A Standard & Poor's acredita que o Brasil terá de gastar até US$ 500 bilhões nos próximos cinco anos em áreas tão diversas quanto transportes, estádios esportivos, usinas de energia, tratamento de água e projetos offshore de petróleo. Em relatório sobre o setor de infraestrutura do Brasil, a agência afirma que, como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o Brasil terá de ampliar sensivelmente sua infraestrutura.

 

Ao questionar de onde o dinheiro virá, a S&P lembra que, nos últimos dois anos, o Brasil financiou projetos prioritários de infraestrutura com a ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de recursos garantidos pelos BNDES ou por meio da participação significativa de estatais como a Centrais Elétricas Brasileiras SA. (Eletrobras).

 

Mas o relatório pondera que, dado o imenso volume de projetos necessários para os próximos anos, o Brasil provavelmente terá de encontrar formas alternativas de desenvolver e financiar toda a nova infraestrutura, como "project finance" e parcerias público-privadas.

 

Enquanto o financiamento com crédito de instituições do governo permitiu que o País fizesse investimentos durante tempos econômicos voláteis e serviu como medida contracíclica para evitar desaceleração na economia brasileira, este approach, na opinião da S&P, tem limitações. O documento cita o crescimento dos passivos nos bancos públicos e o aumento no encargo da dívida do país, que aumentariam vulnerabilidades fiscais.

 

Após afirmar que os investidores terão como um grande desafio cumprir os apertados prazos para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a agência afirma que, por sua experiência em mercados globais, o "project finance" e a securitização de receitas futuras podem ser alternativas atrativas para o Brasil. As informações são da Dow Jones.

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