Brasil e Argentina começam a negociar barreiras comerciais

Imposição brasileira de licenças não automáticas para a importação de automóveis será o tema central das discussões, já que afeta 50% do comércio do país vizinho com o Brasil

Marina Guimarães, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 11h34

Os governos do Brasil e da Argentina começam a discutir nesta segunda-feira, 23, em Buenos Aires, os conflitos provocados pelas barreiras mútuas ao comércio. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, Alessandro Teixeira, e seu colega Eduardo Bianchi se reúnem segunda e terça-feira e preparam o caminho para a realização de um encontro entre os ministros Fernando Pimentel e Débora Giorgi.

A imposição brasileira de licenças não automáticas para a importação de automóveis será o tema central das discussões, já que afeta 50% do comércio da Argentina com o Brasil, segundo queixou-se Giorgi, ministra argentina de Indústria. Mas essa decisão brasileira foi apenas o pretexto para forçar a Argentina a negociar o relaxamento de barreiras que afetam um quarto da pauta exportadora do Brasil para o mercado do sócio no Mercosul. Teixeira vai para a mesa de negociação, por exemplo, com reclamações de demoras de mais de 60 dias - o período máximo permitido pelas normas internacionais de comércio - para concessão das licenças de importação de baterias, pneus e calçados brasileiros.

O secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também vai cobrar da Argentina solução para os casos de alimentos, que não necessitam de licenças de importação, mas são barrados por falta de certificado sanitário de circulação interna; de eletrodomésticos, que obtiveram as licenças de importação, mas estão retidos na aduana; e de tratores e máquinas agrícolas, que não conseguem obter licenças desde janeiro. A Argentina, por sua vez, vai cobrar do Brasil resolução de problemas que impedem ou dificultam o acesso de dez produtos argentinos ao mercado brasileiro.

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