Brasil é o maior exportador de carne bovina pelo segundo ano

Brasília, 29 - As exportações de carne bovina devem somar em 2004 1,7 milhão de toneladas e proporcionar receita cambial de US$ 2,3 bilhões, calculou hoje o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. Ele disse que o resultado garante ao Brasil, pelo segundo ano consecutivo, a liderança no ranking de exportação mundial de carne. No acumulado do ano até setembro o Brasil já superou a meta da Austrália para todo o ano. A Austrália é o segundo maior exportador. Os frigoríficos brasileiros exportaram até setembro 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, o que gerou receita cambial de US$ 1,5 bilhão. Até setembro a Austrália exportou 951,5 mil toneladas de carne bovina no conceito de equivalência em carcaça (carne com osso). E as previsões indicam embarques totais de 1,3 milhão de toneladas. "O Brasil até agora já vendeu 40% a mais do que a Austrália", comemorou Nogueira. Para ele, em 2005 as exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 20%. "O Brasil é competitivo, tem produto de qualidade e continuará sendo um grande competidor no mercado internacional de carnes". Nogueira acrescentou que a FAO já previu recentemente crescimento de 20% nas vendas do produto brasileiro. Ele discordou, no entanto, de previsão divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sugeriu crescimento de 10% nas vendas externas do Brasil. "Não sei qual foi a base para esse cálculo, mas as exportações crescerão mais do que isso". De janeiro a setembro, as exportações de carne bovina renderam US$ 1,798 bilhão, representando crescimento de 77% em relação aos US$ 1,017 bilhão em igual período de 2003. As exportações de carne bovina em volume somaram 1,33 milhão de t, 43% acima do volume de 930 mil t no acumulado do ano passado. Os números consideram o volume embarcado em equivalente-carcaça e engloba as vendas de carne in natura e industrializada. Antenor Nogueira afirmou que o setor privado aposta na retomada das vendas de carnes para a Rússia, suspensas desde 21 de setembro. "A expectativa é muito grande e esperamos uma solução no curto prazo", afirmou. Ele admitiu, no entanto, que não há sinalização de fim do embargo. "A suspensão não é técnica. O pior é que eles não sinalizaram o que querem", comentou. A Rússia é um dois principais mercados para a carne brasileira. Entre janeiro e setembro, a receita cambial obtida com as vendas para a Rússia somou US$ 168 milhões. "Ainda não tivemos perdas com o embargo. O que havia sido comprado anteriormente está sendo entregue", disse.

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