ALEX SILVA /ESTADÃO
ALEX SILVA /ESTADÃO

Brasil foi líder em Leões no festival Lions Health

Para a próxima edição, prêmios do festival dedicado à saúde vão ser computados para a escolha da agência do ano de Cannes Lions

Fernando Scheller, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2014 | 21h51

O festival Lions Health, evento dedicado à indústria farmacêutica, de bem-estar e saúde que antecede o Cannes Lions - Festival Internacional de Criatividade, teve o Brasil como o campeão de Leões conquistados em 2014, apesar de o País ter sido o quarto em número de inscrições, atrás de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. O evento terá sua segunda edição em 2015. O ‘Estadão’ é o representante oficial do festival Cannes Lions no Brasil.

Segundo o presidente de Cannes Lions, Philip Thomas, que se reuniu nesta terça-feira com profissionais brasileiros de publicidade, na sede do Grupo Estado, em São Paulo, o bom desempenho no Lions Health poderá ajudar os participantes brasileiros a ganhar títulos disputados no festival principal, como o de agência do ano. Isso porque a próxima edição, marcada para os dias 19 e 20 de junho de 2015, os Leões nas categorias do festival voltado à área da saúde serão adicionados à pontuação obtida em Cannes Lions.

Na primeira edição, o Brasil teve alta taxa de aproveitamento em Lions Health. Quase 10% das peças publicitárias inscritas acabaram trazendo Leões para casa - foram 9 prêmios para um total de 98 trabalhos apresentados. Do total de Leões, oito vieram na categoria Health and Wellness (saúde e bem-estar) e um em Pharma (premiação dedicada à publicidade para a indústria farmacêutica).

Como a estreia do festival Lions Health permitiu a inscrição de trabalhos feitos nos últimos dois anos, a campanha Meu Coração é Vermelho e Preto, da Leo Burnett Tailor Made para o Esporte Clube Vitória, da Bahia, foi o principal destaque, recebendo um Leão de Ouro em Health and Wellness, apesar de já ter sido premiada em Cannes Lions em 2013. A campanha incentivava os torcedores do time baiano a doarem sangue.

Em seu primeiro ano, o festival Lions Health recebeu mais de 1,4 mil inscrições de todo o mundo. Em 2014, disse Philip Thomas, o Lions Health atraiu cerca de 800 participantes nos dois dias de seminário. A meta para o próximo ano é chegar a mil delegados, com foco especial na participação de clientes. No primeiro ano do festival, companhias como GlaxoSmithKline, Abbott, Roche, Sanofi, Unilever, GE, Unilever, Novo Nordisk e AstraZeneca enviaram representantes.

O presidente do festival afirmou ainda que o Lions Health também serve como fórum de debates sobre as dificuldades da propaganda no setor de saúde - a ideia de debater a criatividade no segmento teria partido desses profissionais de publicidade. Algumas agências têm “braços” dedicados à área farmacêutica e de saúde, caso da FCB Health e da DDB Remedy.

Em todo o mundo, profissionais que trabalham com a indústria farmacêutica precisam de uma boa dose de criatividade para superar as “amarras” legislativas ligadas aos produtos. “De certa forma, as grandes marcas, como Nike e Coca-Cola, fazem a tarefa fácil, porque podem falar diretamente com o consumidor”, disse Thomas. “Na área de saúde, a propaganda de remédios que necessitam de receita médica é simplesmente proibida em alguns países.”

Eficácia. No evento desta terça-feira, Thomas apresentou uma pesquisa da Gunn Report que mede como os prêmios da indústria criativa influenciam os negócios dos clientes. O estudo compilou dados dos festivais de 1996 a 2003 e mostrou que companhias que receberam tanto prêmios de criatividade quanto de eficácia criativa apresentaram maiores taxas de crescimento nas vendas, ganharam mais fatia de mercado frente à concorrência e passaram a ter consumidores mais leais. 

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