Brasil não planeja recursos assistenciais para Europa, diz fonte

No entanto, governo estaria considerando trabalhar com agências de crédito para formar um mecanismo de ajuda de longo prazo aos países da UE

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 14h06

O Brasil não planeja anunciar recursos assistenciais específicos para solucionar a crise de dívida europeia, mas vai, em vez disso, trabalhar junto com agências de crédito multilaterais para formar um mecanismo de ajuda de longo prazo, afirmou uma fonte do governo à agência Dow Jones, nesta sexta-feira, 28.

"A ideia é dar suporte formando um programa de ajuda mais amplo", disse a fonte. "Mesmo que essa última crise possa não ser necessariamente a última que vemos", acrescentou. A autoridade afirmou que o pacote pode ser parte de um esforço grupal entre os países do grupo Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - e observou que a China não está necessariamente de acordo com as propostas apresentadas pelos outros membros do Bric.

A fonte afirmou que a presidente Dilma Roussef e outras autoridades ficaram satisfeitas com o plano apresentado pela União Europeia nesta semana, embora ainda existam dúvidas sobre sua implementação.

A presidente não planeja recomendar qualquer mudança para o plano na reunião do G-20 da próxima semana, mas dará apoio a uma agenda pró-crescimento para desenvolver uma solução definitiva para a crise. "Obviamente, ela vai se alinhar contra qualquer solução que cause risco social, como desemprego", afirmou a fonte.

As informações são da Dow Jones.

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