Brasil não quebra contratos, diz ministro Pimentel a investidores

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio segue fala de Guido Mantega e afirma que existe é má interpretação de contratos

Altamiro Silva Júnior, correspondente, Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 12h09

NOVA YORK - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, ressaltou a cerca de 350 investidores estrangeiros em Wall Street que o Brasil tem regras estáveis e não quebra contratos. "Não há nenhum exemplo, nem recente, nem mais remoto, de quebra de contrato pelo governo. Pode ter havido alguma má interpretação aqui e ali, como no setor de energia, mas não houve quebra."

Pimentel seguiu o tom da fala de Guido Mantega, que também afirmou que o Brasil oferece segurança ao investidor estrangeiro e nacional interessado no País. Segundo Mantega, a economia brasileira voltou a se recuperar a partir do segundo semestre do ano passado e o investimento em infraestrutura deve puxar a expansão da atividade. "Teremos bom crescimento em 2014 e as concessões devem reforçar o avanço do investimento, que é o item que mais cresce no Brasil", disse Mantega.

Segurança jurídica

Pimentel ressaltou que o Brasil tem um marco de segurança jurídica muito forte e o governo está se esforçando para criar um País mais competitivo, o que implica em reduzir custos e modernizar a legislação. "Não há nenhum indicador que aponta uma reversão da trajetória do Brasil", disse ao finalizar sua apresentação e convidar os investidores estrangeiros a colocarem dinheiro no País. "O Brasil é grande e cabe capital nacional e estrangeiro."

Na sessão de perguntas de investidores, Pimentel foi justamente questionado por um deles sobre quebra de contratos no setor elétrico no Brasil. O ministro voltou a frisar que não há essa prática no País. "Pode haver aqui ou ali alguma correção a ser feita. Temos absoluta consciência que as regras precisam ser transparentes."

A economia

Nas duas apresentações, tanto Mantega quando Pimentel destacaram os fundamentos da economia brasileira. "Temos um dos melhores superávits primários do mundo e temos trabalhado para ter a melhor situação fiscal do mundo", disse Mantega, reconhecendo, porém, que a carga tributária no Brasil é elevada. Mantega ressaltou que a piora das contas fiscais em 2012 se deveu a um corte em tributos, incluindo a desoneração da folha de pagamentos.

Já o ministro Pimentel falou que o governo conseguiu estabilizar o real após duas décadas de hiperinflação e ainda tem instituições sólidas, que funcionam.

O objetivo do evento em Nova York, promovido pelo banco Goldman Sachs, grupo Bandeirantes e jornal Metro, é atrair investidores interessados em investir em infraestrutura no Brasil.

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