Reuters/Chio East
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Brasil respeita instituições e contratos, diz Dilma a investidores

Em evento em Nova York, presidente reforçou discursos de Mantega e Pimentel sobre segurança jurídica; Dilma afirmou que investimentos em infraestrutura são urgentes

Agência Estado,

25 de setembro de 2013 | 15h44

NOVA YORK - Em seu discurso a investidores em Nova York, a presidente Dilma Rousseff falou sobre o programa de infraestrutura brasileiro e reforçou que o País respeita contratos e instituições. "É importante perceber que nós queremos que esse programa de infraestrutura seja um sucesso", reiterou.

A fala de Dilma reforçou os discursos dos ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel, que também bateram na tecla da segurança jurídica nas apresentações feitas hoje a 350 investidores estrangeiros. 

Dilma reforçou que o respeito às instituições e aos contratos é uma característica brasileira. "Não é possível tratar a questão de respeito a contratos como se fosse uma questão governamental. Não é uma questão do governo, é uma questão do Estado", reiterou. O objetivo do evento em Nova York é atrair investidores interessados em investir em infraestrutura no Brasil, via concessões.

"Você pode não gostar de quem fez o contrato, você pode não gostar do contrato, mas ele é assinado por uma autoridade, ele é cumprido", disse Dilma, ao afirmar que não importa quem assinou os contratos, o Brasil os cumpre. Segundo ela, isso começou "no governo anterior ao do presidente Lula", foi seguido por Lula e também agora por sua gestão.

Há espaço para todos. "Essa é uma distinção do Brasil em relação ao resto do mundo. Nós não tergiversamos a esse respeito", disse Dilma, que completou: "como não tergiversamos sobre a inflação, sobre a responsabilidade fiscal, não tergiversamos sobre contratos".

Ela disse ver no Brasil "grandes oportunidades". "E as grandes oportunidades são aquelas que permitem que surjam novos parceiros, novos players", disse a presidente, antes de afirmar que as empresas internacionais são "muito bem vindas".

"O Brasil é grande suficiente e há espaço para todos e também acredito que o Brasil tem uma capacidade de oferecer nas próximas décadas oportunidades que poucos países têm", finalizou a presidente, que comentou que os protestos de junho mostram que o País sabe lidar de forma "democrática, inclusiva e respeitosa, sem repressão" com as manifestações.

A presidente destacou ainda do crescimento recente do movimento nas rodovias, aeroportos e portos, para pedir "urgência e premência" de investimentos em infraestrutura no Brasil. "O Brasil precisa dessa infraestrutura", pediu ela. Dilma classificou o atual momento como um "período de solidificação da economia e do mercado interno", com a superação "da cultura do baixo crescimento" no País. "Vamos dar um passo para que nossa estratégia de desenvolvimento tenha continuidade", completou.

Dilma admitiu que as reformas serão realizadas "com o carro andando", já que "o Brasil não tem tempo de esperar". Para ela, as reformas ocorrerão com a garantia do rigor fiscal, controle da inflação e controle de recursos públicos. "Todo mundo está em busca de alterações do padrão de produtividade e nós também", afirmou.

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