Brasil sobe duas posições em ranking de competitividade, mas perde em infraestrutura

País ficou em 38º lugar entre 58 países; EUA perderam a 1ª posição para Cingapura

Nívea Terumi, do Economia & Negócios,

19 de maio de 2010 | 17h54

A competitividade do Brasil acaba de ganhar duas posições no ranking mundial elaborado anualmente pelo instituto suíço IMD. Nele, o País subiu para o 38º lugar, numa lista de 58 países analisados. O desempenho foi puxado pela avaliação da eficiência dos negócios e pelo desenvolvimento econômico, com a forte geração de emprego.

Os ganhos na competitividade, no entanto, foram prejudicados por outros dois fatores considerados pelo estudo, que são a infraestrutura e a eficiência do governo. Na primeira área, o País perdeu três posições, levando o 49º lugar. Já a avaliação do Estado permaneceu a mesma: 52º lugar. Saúde e educação também pesaram contra.

O Índice de Competitividade Mundial 2010 (World Competitiveness Yearbook) foi desenvolvido pelo IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas. Elaborado há mais de duas décadas, a pesquisa analisa as condições oferecidas pelos países para a realização de negócios. No relatório anterior, o Brasil havia subido três posições.

Em ano ainda de crise, os Estados Unidos perderam pela primeira vez o topo da lista que leva tanto países desenvolvidos como emergentes. Cingapura trocou a terceira posição com os EUA, ficando com o 1º lugar. Hong Kong manteve a segunda colocação. Na análise do IMD, a resiliência dos emergentes durante a crise garantiu a boa performance, principalmente diante da aquecida economia da região asiática.

Diante dos problemas de dívida soberana na Europa, foi registrada uma queda generalizada nas posições dos países europeus. Os integrantes da zona do euro Itália, Grécia, Eslovênia e Eslováquia ficaram atrás do Brasil, assim como África do Sul, México e Argentina.

Entre os integrantes do Bric, China liderou na 18ª posição (estava em 20º no último relatório); Índia caiu uma posição e ficou em 31º; e a Rússia desceu duas colocações, para o 51º lugar.

Novidade no estudo, o simulador de estresse da dívida pública calculou o impacto do alto endividamento público no desenvolvimento das economias. O indicador estima quanto tempo esses países levarão para obter um décifit abaixo de 60% do PIB. Assim, Japão deve deixar de ser um grande devedor em 2084; EUA, em 2033; e o Brasil, cuja dívida em 2009 atingiu 62,8% do PIB, deve ficar abaixo de 60% em 2015.

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