Brasil supera China como maior destino de fundos de private equity

Segundo uma pesquisa, apenas 3% dos investidores citaram riscos políticos como um fator que poderia deter investimentos no Brasil, em comparação com 24% em relação à China

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de abril de 2011 | 11h31

O Brasil superou a China como o maior destino para investimentos de private equity em mercados emergentes durante o próximo ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Emerging Markets Private Equity Association (EMPEA) junto com a Coller Capital Emerging Markets Private Equity.

A mesma pesquisa mostrou que os mercados emergentes vão captar uma fatia ainda maior das aplicações dos investidores para private equity, à medida que alguns parceiros buscarem agressivamente exposição a mercados de alto crescimento, como Índia, China e Brasil.

"O Brasil é percebido como com pequeno ou nenhum risco político", afirmou Sarah Alexander, executiva-chefe e presidente da EMPEA. "E possui um forte crescimento econômico que está levando a um significativo aumento na classe média", acrescentou. Apenas 3% dos investidores de private equity citaram riscos políticos como um fator que poderia deter investimentos no Brasil, em comparação com 24% em relação à China e 11% à Índia.

As empresas de private equity têm aumentado os investimentos no Brasil nos últimos anos - com acordos como o da Apax Partners, que comprou uma fatia de 54% na companhia brasileira de tecnologia Tivit por US$ 1 bilhão. E na semana passada a empresa com sede em Londres 3i Group contratou Marcelo Di Lorenzo para chefiar o novo escritório e a equipe no Brasil, onde já possui investimentos mas não tem uma base.

Enquanto isso no outro lado do mundo, mercados asiáticos nascentes como Cingapura, Coreia do Sul e Hong Kong são considerados tão atraentes como a China, embora o número limitado de gerentes de private equity locais continue sendo um grande empecilho para os investimentos nessas regiões.

No geral, os investidores têm grandes esperanças para os negócios em mercados emergentes e pretendem aumentar suas aplicações nessas regiões. Os investidores se mostraram dispostos a aumentar a proporção de suas alocações em private equity em mercados emergentes para entre 16% e 20% durante os próximos dois anos, de entre 11% e 15% atualmente.

Um quarto dos entrevistados na pesquisa espera retornos líquidos de mais de 21% no médio prazo - um yield (retorno) mais usualmente associado com fundos nos EUA e na Europa. As informações são da Dow Jones.

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