Brasil tem déficit de US$ 6,9 bilhões nas contas externas em março

O saldo da balança comercial foi de US$ 161 milhões, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 3,737 bilhões e a conta de rendas, em US$ 3,502 bilhões

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

24 de abril de 2013 | 10h56

BRASÍLIA- Depois de um forte rombo em janeiro e de um déficit de US$ 6,625 bilhões em fevereiro, o resultado das transações correntes em março seguiu negativo, desta vez em US$ 6,873 bilhões.

No primeiro trimestre do ano, o déficit em conta corrente está em US$ 24,858 bilhões, o que representa 4,31% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já no acumulado dos últimos 12 meses até março de 2013, o rombo é de US$ 67,027 bilhões, o equivalente a 2,93% do PIB.


Em março, o saldo da balança comercial foi de US$ 161 milhões, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 3,737 bilhões. Já a conta de rendas registrou déficit de US$ 3,502 bilhões.

Viagens

A conta de viagens internacionais registrou um déficit de US$ 1,271 bilhão em março. Esse saldo negativo é resultado do volume de despesas pagas por brasileiros no exterior (US$ 1,870 bilhão) acima das receitas obtidas com turistas estrangeiros em passeio pelo Brasil (US$ 599 milhões).

O saldo negativo foi maior do que o visto em março de 2012, de US$ 997 milhões. No acumulado do ano até o mês passado, o déficit da conta de viagens soma US$ 4,105 bilhões, ante US$ 3,461 bilhões vistos em igual período de 2012.

Dívida externa

O Banco Central informou há pouco que a sua estimativa para a dívida externa brasileira para 2013 ficou em US$ 317,811 bilhões em março. Em dezembro do ano passado, a dívida externa total estava em US$ 312,898 bilhões.

Segundo o BC, os principais fatores de variação da dívida entre dezembro de 2012 e março de 2013 são as captações líquidas de empréstimos tomados pelo setor bancário e pelo governo de US$ 2,7 bilhões e US$ 1,4 bilhão, respectivamente. Captações líquidas de títulos de dívida de outros setores ficaram em US$ 525 milhões, segundo o BC.

A entidade informou ainda que a variação por paridades reduziu o estoque de endividamento externo estimado de longo prazo em US$ 284 milhões.

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