Brasil terá investimentos de R$ 300 bi ao ano até 2022, diz BRAiN

Para presidente da associação, com entrada de capital no Brasil, a América Latina se tornará uma potência, com o maior crescimento do mundo

Aline Bronzati, da Agência Estado,

28 de novembro de 2011 | 18h00

O Brasil deve receber investimentos de R$ 300 bilhões por ano nos próximos 10 anos, a partir de 2012, conforme estimativa da Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN). O montante inclui todos os tipos de aportes de capital, tais como investimento direto, ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) etc.

O mercado de capitais será uma importante fonte de investimentos, na opinião do presidente da BRAiN, Paulo Oliveira. "Diante do processo de desalavancagem dos bancos e com a escassez do dinheiro no mundo, o mercado de capitais vai fazer a diferença entre os recursos públicos e privados", analisou ele, em conversa com jornalistas.

De acordo com ele, o capital previsto para entrar no Brasil ajudará a América Latina a se tornar uma potência, com maior crescimento do mundo e mais espaço para expansão. Como exemplo, Oliveira lembrou que os ativos bancários, somados ao valor das empresas de capital aberto, ao patrimônio das gestoras de recursos e aos prêmios de seguros na América Latina correspondem a 5% do volume global. "A região é a última da lista quando totalizados esses quatro indicadores. Europa responde por 50%, Ásia por 30% e EUA por 15%", explicou ele.

Segundo Oliveira, a América Latina teve crescimento anual médio de 20% em cada um desses quatro indicadores nos últimos cinco anos. "É o maior crescimento no mundo e aonde a penetração no Produto Interno Bruto (PIB) ainda é menor", avaliou ele. "Esta é uma grande oportunidade de a América Latina financiar o seu crescimento e é interesse do Banco Mundial torná-la uma potência sustentável", concluiu.

Os R$ 300 bilhões em investimentos serão utilizados, segundo Oliveira, para financiar os jogos Olímpicos (Copa e Olímpiadas), crescimento orgânico das empresas, Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida, Pré-Sal, entre outros.

O executivo participou da primeira reunião do Conselho Consultivo da BRAiN, realizada em São Paulo, onde também foi apresentado o acordo de cooperação técnica entre a entidade e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Tudo o que sabemos sobre:
brasilinvestimentosBRAiN

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.