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Braskem anuncia troca na presidência

Fernando Musa, que comanda os negócios da petroquímica na Europa e nos EUA, será o novo presidente; Fadigas assumirá função no Grupo Odebrecht

Marina Gazzoni, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2016 | 09h17

A petroquímica Braskem anunciou ontem a troca do seu presidente. O executivo Carlos Fadigas, à frente da empresa há cinco anos e meio, será substituído por Fernando Musa, presidente da Braskem Americas desde 2012, unidade que reúne os negócios da companhia nos Estados Unidos e na Europa. Após um período de transição, Fadigas assumirá uma função ainda não definida no Grupo Odebrecht, controlador da Braskem.

Formado em engenharia mecânica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Musa ingressou na Braskem em 2010, como vice-presidente de Planejamento Estratégico. A nomeação do novo presidente será submetida ao Conselho de Administração da Braskem.

A experiência internacional de Musa foi essencial para sua indicação ao cargo. “Existe um desafio muito grande para dar continuidade ao plano de internacionalização da empresa e de aumentar a competitividade global das operações do Brasil”, afirmou Musa.

A transição no comando da Braskem está em negociação desde o segundo semestre de 2015, quando Fadigas manifestou o interesse em deixar a função. “Foram anos intensos. Meu trabalho já está feito na Braskem”, disse Fadigas.

O marco para a transição é o início da operação do complexo petroquímico do México, que recebeu investimentos de US$ 5 bilhões.

Desafio. Ao contrário da Braskem, que vive um dos melhores momentos da sua história, Fadigas encontrará um contexto complicado no Grupo Odebrecht. O antigo presidente, Marcelo Odebrecht, está preso há quase um ano.

Desde então, a empresa está se reorganizando e deverá vender ativos. A Petrobrás, segunda maior acionista da Braskem, está no mesmo processo e avalia se desfazer de sua participação na petroquímica.

A petroleira tem 47% das ações ordinárias da Braskem e quase 22% dos papéis preferenciais, ou 36,1% do capital total da petroquímica. A Odebrecht, por sua vez, possui 50,1% das ações com direito a voto e cerca de 23% das preferenciais.

Fadigas disse que sua saída da presidência da Braskem muda sua perspectiva sobre o negócio. “Como presidente da Braskem, eu tenho de pensar no interesse de todos os acionistas. Agora, eu vou poder olhar os interesses do grupo Odebrecht na Braskem”, afirmou o executivo.

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