Braskem deve ser sócia de fábrica na Venezuela

A Braskem pode ingressar como sócia minoritária em um projeto para a produção de ureia na Venezuela, segmento de atuação inédito para a petroquímica controlada pelo grupo Odebrecht. A revelação foi feita nesta segunda-feira pelo presidente Carlos Fadigas. O empreendimento, segundo a petroquímica brasileira, envolveria também a Odebrecht e a estatal venezuelana Pequiven.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

13 de maio de 2013 | 20h13

A empresa brasileira aportaria o conhecimento em engenharia e construção e a estatal seria responsável pelo fornecimento de matéria-prima. A Braskem compõe o grupo por causa da experiência em desenvolvimento de projetos petroquímicos. ?Assinamos na semana passada um memorando de entendimento a respeito de um projeto de ureia (na Venezuela). Falamos de uma participação pequena em um estudo muito preliminar, de longo prazo?, afirmou Fadigas em teleconferência com analistas e investidores.

De acordo com a Braskem, o projeto teria como propósito fornecer ureia ao mercado brasileiro, onde o insumo tem oferta limitada por causa da falta de disponibilidade de gás natural. As empresas que participaram das discussões iniciais sobre o tema ainda não estabeleceram prazos ou valores necessários de investimento.

A revelação feita por Fadigas acontece menos de uma semana após o encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o novo presidente venezuelano, Nicolás Maduro. ?O presidente eleito, Maduro, esteve com a presidente Dilma Rousseff na semana passada, ou seja, permanece a relação político-estratégica entre Brasil e Venezuela. E, portanto, permanece também nossa boa relação tanto com a Pequiven quanto com a PDVSA?, destacou Fadigas.

A proximidade entre Braskem e Venezuela é grande. A companhia compra nafta e vende resinas para o país vizinho. Além disso, é parceira da Pequiven no projeto de construção de uma fábrica de polipropileno em território venezuelano. A unidade seria abastecida com gás natural extraído no país vizinho, diferencial que tem levado a Braskem a investir em países onde haja disponibilidade de gás, como Venezuela, México e Estados Unidos.

Além do projeto de PP, idealizado pela Polipropileno Del Sur (Propilsur), empresa que tem como sócias Braskem e Pequiven, a petroquímica brasileira também cogitou construir um complexo petroquímico no país vizinho. O projeto bilionário, conhecido como Polietilenos de America (Polimerica), no entanto, foi descartado no fim de 2012. A construção foi anunciada em 2007, com investimento previsto de US$ 2,5 bilhões, mas não saiu do papel devido à reviravolta na economia mundial após 2008.

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