Braskem diz que não ficará sem nafta da Petrobras

O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Braskem, Mário Augusto da Silva, disse que o contrato de fornecimento de nafta pela Petrobras, que vence na próxima sexta-feira, 28, será estendido até o fim das negociações.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2014 | 12h13

"Não vamos ficar sem nafta", disse ele após participar de evento da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). "Estamos confiantes num bom resultado das negociações".

Augusto não informou o prazo de extensão, apenas disse que será o tempo necessário para concluir os termos do novo acordo. O último contrato tinha prazo de cinco anos. O executivo disse esperar que o próximo tenha pelo menos o mesmo período de vigência. O preço e valores de referência do contrato que expira neste mês não são informados pela empresa.

A Petrobras fornece 7 milhões dos 10 milhões de toneladas de nafta consumidos no Brasil pela Braskem. Augusto disse que há pouca flexibilidade para a Braskem importar mais do que os 3 milhões de toneladas atuais. "É importante manter o fornecimento de 70%".

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Rio, 21/02/2014 - O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Braskem, Mário Augusto da Silva, disse hoje que ainda não há prazo para terminarem as negociações com a Petrobras sobre a unidade petroquímica do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).

O complexo tem dois polos, a refinaria, em andamento, a cargo da Petrobras; e o petroquímico, a cargo da Braskem, com investimento em análise. As duas empresas negociam preço do gás que será utilizado para abastecer a unidade. A matéria-prima é um dos principais custos do projeto. "A ideia é tentar convergir o quanto antes", disse.

A Braskem também negocia incentivos fiscais para a unidade. Uma vez tomada a decisão de investimento, dependendo do escopo do projeto, o tempo de construção pode levar quase quatro anos. Augusto usa como referência o tempo de construção previsto para a unidade petroquímica da empresa em construção no México, com prazo de 42 a 45 meses.

(Sabrina Valle - sabrina.valle@estadao.com)

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