Braskem planeja investimentos de R$ 2,664 bi em 2014

A petroquímica Braskem planeja investir R$ 2,664 bilhões em 2014, montante 2,1% superior ao desembolso do ano passado, quando a petroquímica investiu R$ 2,722 bilhões, 21,3% acima do projetado para aquele ano.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

13 de fevereiro de 2014 | 12h17

O maior desembolso, segundo a companhia, decorre da antecipação de parte dos recursos devido à chegada e montagem dos grandes equipamentos no projeto mexicano Etileno XXI, ao atraso do governo mexicano no processo de ressarcimento do Impuesto al Valor Agregado (IVA) sobre a compra de equipamentos e ao efeito do câmbio na tradução dos valores investidos em dólares para reais.

"Ressalta-se que a Braskem segue em linha com sua disciplina financeira e este desvio, em relação ao inicialmente previsto, não reflete em aumento de custo no investimento total do projeto", destaca a empresa.

O projeto mexicano recebeu R$ 1,098 bilhão em 2013, praticamente o dobro do previsto anteriormente pela empresa. Em 2014, os investimentos no Etileno XXI devem somar R$ 704 milhões. O número reflete parcialmente a antecipação de desembolsos no México em 2013. A Braskem também investirá neste ano R$ 1,476 bilhão em operações de manutenção, incluindo as paradas programadas nos crackers do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Outros R$ 258 milhões serão destinados ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e em outros projetos, casos da conversão de uma das linhas de produção de polietileno na Bahia para ampliar sua capacidade de PEBDL base metaloceno e à produção no mesmo sítio de especialidades estirênicas e copolímeros de acrilonitrila butadieno estireno (ABS) e estirenoacrilonitrila (SAN), além do o término da construção do pipeline para futuro fornecimento de propeno ao polo acrílico da Bahia. Mais R$ 226 milhões serão destinados a iniciativas de produtividade e saúde, segurança e meio ambiente.

Eteno e polietileno

A taxa de utilização da Braskem, medida pelo ritmo de produção das centrais petroquímicas, encerrou 2013 em 90%. O número, comemorado pela diretoria da companhia, representa uma expansão de um ponto porcentual em relação à taxa do ano anterior, a despeito da parada programada para manutenção realizada no polo de Camaçari (BA) ao longo do quarto trimestre.

"Registramos recorde de produção de eteno e de polietilenos. E, por pouco, não tivemos recorde também na produção de polipropileno", destacou o presidente da Braskem, Carlos Fadigas. A produção de polipropileno foi afetada por restrições de oferta de propeno, disse o executivo.

A taxa de utilização da Braskem na produção de eteno ficou em 90%, seguida por uma taxa de 85% nas linhas de polietilenos, acima da marca de 84% do ano anterior. Já a taxa de utilização de polipropileno caiu de 84% em 2012 para 83% em 2013.

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