Braskem prevê alta de 5% na demanda por PVC em 2012

A demanda doméstica por PVC deverá acelerar no segundo semestre, prevê a Braskem, maior fabricante da resina no Brasil. Apesar de ter crescido apenas 2% na primeira metade do ano, o consumo do produto deve chegar ao final de 2012 com uma expansão de aproximadamente 5% em relação a 2011.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

17 de agosto de 2012 | 11h32

A projeção, feita pelo vice-presidente da unidade de Vinílicos da Braskem, Marcelo Cerqueira, é sustentada pela sazonalidade do setor e pela expectativa de maior consumo a partir de programas do governo, além da continuidade dos negócios junto ao consumidor final. Essa situação deverá se manter pelos próximos três ou quatro anos, período durante o qual a demanda deve crescer em média entre 4% e 5% ao ano. "Vemos maiores investimentos do governo em programas sociais e ações no sentido de expandir a base de crédito. Há também a ascensão social, que resulta em melhoria da qualidade de vida e a inovação em produtos", disse Cerqueira à Agência Estado.

Alguns desses programas são o habitacional Minha Casa, Minha Vida e o Plano de Saneamento Básico do governo federal, além de obras para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Já o consumo de PVC junto ao consumidor final reflete a evolução do mercado imobiliário brasileiro e as novas aplicações disponíveis no mercado.

Gradativamente, a resina conquista mercado no segmento de telhas e na própria construção das casas, a partir de sistemas construtivos de PVC. Esses sistemas são compostos por uma combinação entre resina e concreto, o qual é utilizado para preencher os perfis de PVC. "É um sistema que se diferencia por sua durabilidade, rapidez (de instalação) e alta produtividade", afirma Cerqueira. Por isso, a novidade, que ainda apresenta custo mais elevado do que a construção convencional em alvenaria, já é incluída por clientes da Braskem em licitações públicas.

A construção civil responde por aproximadamente 70% do consumo nacional de PVC, mas pouco a pouco essa participação, tradicionalmente concentrada em tubos e conexões, tem se diversificado. Com isso, o mercado brasileiro vê crescente presença da resina em produtos como janelas e forros.

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