Braskem quer rever estrutura de preços da nafta com Petrobras

Assim que finalizar a troca de ativosdo grupo Ipiranga com a Petrobras, processo no qual esteveenvolvida nos últimos meses, a Braskem, quer avançar nasdiscussões sobre o preço da nafta cobrada pela estatal. Não é a primeira vez que a companhia de resinas fala emrever a relação de preços praticada pela Petrobras, mas, deacordo com José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, depoisde finalizar a troca de ativos neste mês, a empresa pretendeadotar "uma agenda mais estratégica" de discussões com aestatal de petróleo. O executivo explicou que a Petrobras cobra, a partir dopreço da nafta no mercado internacional e da cotação do dólar,um prêmio adicional, cujo montante ele afirmou que não poderevelar. "Nos demais países, há um desconto sobre o preço do mercadointernacional para os grandes compradores", comparou Grubisich.Segundo ele, com um consumo anual de 8,5 milhões de toneladasanuais de nafta, a Braskem acredita que seja "a maior clienteda Petrobras depois da BR Distribuidora". Por isso, salientou o executivo, a empresa gostaria de ter"um tratamento compatível em relação aos nossos concorrentespor sermos um grande consumidor". "Com a mudança de perfil do nosso lado, os avanços doetanol e a descoberta de novos campos de petróleo leve, temosuma combinação de cenários para uma discussão mais estruturadacom a Petrobras para uma nova política de preços dasmatérias-primas", afirmou. O executivo afirmou que espera "ter boas notícias para osclientes e os acionistas nos próximos trimestres".

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