Braskem terá 65% de parceria com Idesa no México

A petroquímica Braskem divulgou hoje que sua participação na joint venture com a Idesa, que será responsável pela construção do polo petroquímico no México, será de 65%. A participação da Idesa será de 35%, porcentual que pode cair para aproximadamente 30% caso a Pemex opte por ingressar no grupo que viabilizará o investimento. A formalização da parceria ocorrerá hoje à noite no encerramento do Fórum Estratégico Empresarial México-Brasil e contará com a presença dos presidentes Felipe Calderón e Luiz Inácio Lula da Silva.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 19h29

Durante a cerimônia, que terá a presença de representantes das empresas envolvidas no projeto, os líderes devem destacar que este será o maior investimento direto brasileiro em território brasileiro, além de ser o principal investimento no setor petroquímico mexicano dos últimos 20 anos. O aporte total no complexo será de US$ 2,5 bilhões, valor que será dividido na proporção de 65% e 35% por Braskem e Idesa, segundo uma fonte próxima ao negócio que pediu para não ser identificada.

De acordo com a Braskem, o projeto cujo início de produção está previsto para 2015 criará de 6 mil a 8 mil postos de trabalho durante a fase de construção e aproximadamente 800 empregos diretos e 2.200 indiretos de forma permanente. Com a construção do polo, as companhias acreditam que será possível atender a um mercado que hoje é abastecido por importações. Atualmente, informou a petroquímica brasileira, as importações mexicanas de polietileno, resina que será fabricada no complexo, somam aproximadamente US$ 2 bilhões por ano.

A formalização do acordo entre Braskem, Idesa e Pemex também trará frutos comerciais para a petroquímica brasileira. A companhia informou que além do contrato de fornecimento de 66 mil barris diários de etano para o complexo mexicano, divulgado em novembro do ano passado, assinou também acordos de compra e venda de insumos com a estatal mexicana de petróleo e gás.

Os contratos, com prazo de um ano, preveem que a Braskem fornecerá 34 mil toneladas de propeno e buteno à Pemex. A companhia mexicana, por sua vez, venderá 375 mil toneladas de nafta à Braskem, que tem como principal fornecedora do insumo a Petrobrás.

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