BRF descarta ir à Justiça para acelerar trâmite no Cade

O presidente executivo da BRF Brasil Foods (BRF), José Antônio Fay, disse hoje que a empresa não cogita ir à Justiça para obrigar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a acelerar o processo de aprovação de união entre Perdigão e Sadia. O negócio, que transformou a Sadia em subsidiária da BRF, sucessora da Perdigão, foi anunciado em maio do ano passado, mas ainda depende da aprovação do órgão. Fay admite que a demora está atrapalhando o plano de investimentos da companhia, de cerca de R$ 2 bilhões nos próximo dois anos, e impedindo ganhos com sinergia. No entanto, disse que a empresa aguardará com paciência o fim do processo.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

31 de agosto de 2010 | 14h12

"Quando a gente se envolve num processo de fusão como este, é preciso paciência e persistência. Estamos trabalhando para ser o mais rápido possível, mas o tempo é o tempo do Cade, e o Cade é um tribunal", disse Fay. "A Justiça não é um caminho que a gente considere a ser seguido", completou. O executivo lembrou que a operação conjunta das duas empresas já foi aprovada na União Europeia e a atuação comercial conjunta no exterior liberada pelo Cade. As limitações da indefinição do órgão estão mais ligadas a planos da companhia para o mercado interno.

Segundo ele, a BRF tem acesso limitado a informações essencialmente concorrenciais da Sadia, o que atrapalha os planos em conjunto. O executivo deu as declarações hoje no Rio, após a cerimônia que marcou o início do patrocínio da BRF ao Instituto Lançar-se Para o Futuro, que promove o atletismo entre jovens carentes da zona oeste da capital fluminense.

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