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Com expansão internacional, BRF aumenta lucro em 53% no terceiro trimestre

Empresa de alimentos encerrou o terceiro trimestre de 2015 com lucro de R$ 877 milhões; para o ano que vem, BRF prevê reajuste do preço dos produtos

Beth Moreira e Camila Turtelli, O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2015 | 09h30

SÃO PAULO - A empresa de alimentos BRF encerrou o terceiro trimestre de 2015 com lucro líquido de R$ 877 milhões, o que representa um crescimento de 53,3% ante o registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado totalizou R$ 1,522 bilhão entre julho e setembro, montante 34,8% superior ao registrado um ano antes. 

A receita líquida da empresa no trimestre avançou 14,4% para R$ 8,281 bilhões, impulsionada, segundo a empresa, pelo preço médio em reais 18,4% mais alto, apesar da queda de 3,4% em volumes no período.

O resultado financeiro negativo aumentou para R$ 525 milhões no terceiro trimestre de 2015, ante resultado negativo de R$ 200 milhões apurado no mesmo intervalo de 2014, devido à variação cambial sobre empréstimos e financiamentos.

Na demonstração de resultados, o CEO Global da companhia, Pedro Faria, avalia que a  expansão internacional da BRF, intensificada no último trimestre, impulsionou os resultados da empresa no período. Na avaliação de Faria, a atuação da empresa, principalmente no Oriente Médio, impulsionou os ganhos. "A maioria da nossa receita é no mercado internacional."

No mercado doméstico, segundo Faria, houve um crescimento de 11% a 12% nas categorias alvos da Perdigão, que são presunto e linguiça defumada. A empresa teve neste trimestre o retorno das vendas das categorias Perdigão. Em julho de 2012, 9 de 22 categorias comercializadas pela marca deixaram de ser vendidas por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidente da BRF, no entanto, afirmou que o cenário brasileiro é bastante desafiador. "Não somos imunes ao cenário macroeconômico que está sendo apresentado no País", afirmou. Segundo ele, apesar de margens mais apertadas, a empresa não repassou valores aos consumidores. Em compensação, deve ocorrer uma alta dos preços dos produtos no próximo ano. 

A BRF, maior exportadora mundial de carne de frango, deve manter estratégia de agressividade de preços no Brasil até o fim deste ano, mas para 2016 terá que promover reajustes diante da pressão de fatores que incluem a desvalorização do real ante o dólar

"Cabe a nós decidir quando repassar o preço ou não. Não é uma dificuldade, é uma escolha que fizemos", afirmou Flávia Faugéres, presidente Brasil da empresa. "No ano que vem vamos fazer uma puxada de preço no próximo ano. Mas você não precisa atuar de forma igual em todas as categorias, não preciso puxar o preço de determinados produtos da mesma forma que nas categorias premium".

Expectativa. O lucro ficou 20,5% acima da média das estimativas de sete instituições financeiras (Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Bradesco BBI, Haitong, Itaú BBA, JPMorgan e Santander) consultadas pela Agência Estado. A média das estimativas apontava para um lucro de R$ 727,5 milhões.

A receita líquida, por sua vez, ficou abaixo das previsões das instituições financeiras consultadas. O resultado reportado pela companhia foi de R$ 8,281 bilhões, valor 6% abaixo da receita de R$ 8,811 bilhões projetada para o trimestre. (Com informações da Reuters)

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