BRF mais que dobra o lucro do 3º trimestre

O lucro da companhia dona das marcas Sadia e Perdigão somou R$ 624 milhões, uma alta de 117,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2013

Gabriela Vieira, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 19h44

A BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão) mais que dobrou o seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2014 na comparação com igual período do ano anterior. Segundo relatório de resultados, o lucro do período somou R$ 624 milhões, uma alta de 117,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2013.

Entre julho e setembro, a geração de caixa medida pela Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia de alimentos somou R$ 1,216 bilhão. O montante representa um crescimento de 61,3% ante o terceiro trimestre de 2013. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda avançou 5,3 pontos porcentuais, para 15,2%.

A receita líquida da BRF no período atingiu R$ 7,981 bilhões, ganho de 5,3% na comparação  anual.

No relatório, a administração da alimentícia credita o bom desempenho do trimestre ao processo de reestruturação da companhia. "O desempenho da BRF no terceiro trimestre de 2014 demonstra a consistência dos resultados da companhia, obedecendo ao ritmo de progresso em rampa que planejamos e fruto da revisão estrutural que começamos a implantar há um ano", afirma a empresa. 

Resultado acima do esperado. O lucro superou as estimativas do mercado. O resultado reportado ficou 23% acima da média das projeções de nove instituições financeiras consultadas pelo Broadcast - serviço de informações em tempo real da Agência Estado. Foram ouvidos a Ágora Corretora, BTG Pactual, Citi, Credit Suisse, Goldman Sachs, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander. As instituições apontava para um lucro de R$ 507 milhões no período.

O Ebitda da companhia de alimentos também veio 10,5% maior do que o esperado. A receita líquida da empresa veio em linha com o montante de R$ 8 bilhões indicado pelas estimativas. O Broadcast considera que os resultados estão em linha com as projeções quando a diferença para cima ou para baixo é de até 5%.

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