Brookfield tem prejuízo de R$ 47,7 milhões no 1º tri

A Brookfield Incorporações apresentou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre deste ano. O prejuízo foi 192,4% superior aos R$ 16,3 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

CIRCE BONATELLI, Agencia Estado

09 de maio de 2013 | 08h01

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 67,2 milhões, recuo de 25,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda baixou 6,5 pontos porcentuais, para 9,1%. Já receita líquida totalizou R$ 741,9 milhões, crescimento de 28,2%.

Pelo lado operacional, os lançamentos da Brookfield somaram R$ 242 milhões no primeiro trimestre, 36,2% abaixo do registrado um ano antes. As vendas contratadas foram de R$ 596 milhões, recuo de 25,0%.

O volume de vendas representa 18,3% do ponto médio da meta para 2013, que vai de R$ 3,0 bilhões e 3,5 bilhões. A velocidade das vendas (total de unidades vendidas dentre o total de lançamentos e unidades em estoque) caiu para 16,0% no trimestre ante 21,0% um ano antes.

A incorporadora concluiu e entregou 1.868 unidades no primeiro trimestre, o equivalente a apenas 8,3% do ponto médio da média de 20 mil e 25 mil unidades no ano. Na apresentação dos resultados, a companhia diz esperar um aumento "substancial" no volume de entregas no segundo semestre.

Os resultados da Brookfield no primeiro trimestre continuaram pressionados pelos distratos de vendas, que foram de R$ 96 milhões. Apesar de alto, o volume ficou abaixo dos R$ 99 milhões do último trimestre e da média de R$ 106 milhões ao longo de 2012.

A companhia também teve despesa financeira de R$ 46 milhões no primeiro trimestre, 51,8% maior que a do mesmo intervalo de 2012. Em paralelo, os custos operacionais cresceram 39,3%, para R$ 641,5 milhões.

Margem

A Brookfield decidiu reduzir sua meta de margem bruta de 28% a 30% até o quarto trimestre para um patamar entre 20% a 24%. A decisão foi anunciada após a companhia registrar nova queda nas margens, que estavam em 16,4% no quarto trimestre de 2012 e recuaram para 13,5% no primeiro trimestre de 2013.

Segundo a empresa, os projetos antigos impactaram os resultados por mais tempo do que o previsto. As margens menores estão relacionadas ao impacto dos estouros nos orçamentos de obras ao longo do ano passado e posterior reconhecimento de receita de um mix de vendas com margens inferiores.

Além disso, houve aumento da participação de outras receitas que possuem margem bruta mais baixa, como serviços de construção prestados a terceiros e projetos na primeira faixa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A Brookfield mencionou que também foi impactada pelo efeito contábil da desconsolidação das joint ventures (parcerias), o que reduziu as receitas de incorporação imobiliária.

Dívida líquida

A dívida líquida da Brookfield Incorporações chegou a R$ 3,0 bilhões no primeiro trimestre de 2013, leve alta em relação aos R$ 2,95 bilhões registrados no quarto trimestre de 2012. Com isso, a alavancagem (relação entre dívida e patrimônio líquido) subiu para 106,8%, de 97,7%.

Neste começo de ano, a companhia teve queima de caixa de R$ 211 milhões. O montante é 65,5% maior que a queima de caixa registrada nos últimos três meses de 2012, mas ficou 12,1% abaixo da média do ano passado.

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