Bruxelas pede à Alemanha detalhes da operação da Opel

Comissária europeia de concorrência mostra preocupação com o plano de demissões previsto pela Magna

Efe,

29 de setembro de 2009 | 10h26

A comissária europeia de concorrência, Neelie Kroes, urgiu nesta terça-feira, 29, às partes envolvidas na reestruturação de Opel na Europa, e especialmente às autoridades alemãs, apresentar o urgentemente os detalhes da operação para que Bruxelas possa tomar uma decisão o mais rapidamente possível.

 

Em um comparecimento perante a comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento Europeu, Kroes explicou que seus serviços estão à espera de "dados" para decidir seu "enfoque final".

 

"Quanto mais rápido, melhor. O tempo se esgota", insistiu a comissária, principal responsável de verificar que as ajudas concedidas pelos Governos a Opel se ajustem à normativa comunitária.

 

Neste sentido, Kroes voltou a garantir que a CE só apoiará as ajudas se estas demonstram não estar guiadas por critérios políticos, geográficos ou "qualquer outro que não esteja vinculado à competitividade".

 

Concretamente, a comissária se referiu às preocupações de países como a Espanha, que acham que o plano de demissões previsto por Magna para salvar à filial europeia da General Motors (GM) pode favorecer às plantas da Alemanha, cujo Governo acordou contribuir ao resgate de Opel.

 

"Estamos falando de empregos, mas não só de empregos em um Estado membro", assinalou Kroes, que assegurou que "é um desafio europeu conseguir uma indústria viável e com futuro", e deixou claro que não aceitará "um enfoque a curto prazo que garanta o trabalho só durante um período limitado de tempo".

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