Werther Santana/Estadão
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BTG busca vender fatia na Pan Seguros até setembro

Negócio se complicouporque a Caixa, que ésócia da operação,exerceu seu direito detambém deixar o negócio

Aline Bronzati e Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2016 | 05h00

A venda da fatia do BTG Pactual na Pan Seguros (antiga seguradora do Panamericano) para a francesa CNP Assurance pode ser concluída no terceiro trimestre, segundo o diretor executivo e de relações com investidores do banco, João Dantas. Apesar de a Caixa Econômica Federal ter exercido seu direito de tag along, uma vez que é sócia da companhia, as conversas estão caminhando de maneira “construtiva”.

“Do ponto de vista dos acertos com o comprador, está tudo assinado. Faltam detalhes. Acreditamos que esse negócio deve se concretizar e devemos obter aprovações internas e regulatórias. As negociações estão acontecendo”, explica Dantas, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

De acordo com ele, as partes “se entendem” e o negócio é positivo tanto para BTG e Caixa quanto para a CNP e a própria Pan Seguros. A venda da fatia que possui na seguradora, anunciada em abril último, é um dos ativos da série de desinvestimentos que o banco fez para obter liquidez após a crise instaurada com a prisão de André Esteves, no fim do ano passado.

O negócio, porém, travou após a Caixa decidir exercer o tag along, que garante a acionistas minoritários o direito de deixar a sociedade caso o controle da empresa seja adquirido por um investidor que, até então, não estava entre os sócios. Isso ocorreu porque o banco público não queria ficar nas mãos dos franceses, que também são sócios na Caixa Seguros.

Desde o ano passado, Caixa e CNP discutem a renovação do contrato atual – que vence em 2021 –, no âmbito da abertura de capital da Caixa Seguridade, holding que concentrará todas as operações de seguros do banco público, inclusive a Caixa Seguros. A francesa, que no passado se sentiu incomodada pela aproximação entre BTG e Caixa, viu na crise do banco a chance de proteger a sociedade com a instituição pública. 

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