Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

BTG Pactual compra Banco Econômico para pôr fim à liquidação que dura 26 anos

A compra faz parte da estratégia do banco de investimentos para recuperar negócios de instituições financeiras em regime especial; transação ainda está sob análise do Banco Central e do Cade

Beth Moreira e Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2022 | 12h45

O banco de investimentos BTG Pactual se comprometeu, nesta quarta-feira, 30, a adquirir o controle acionário do Banco Econômico, em liquidação extrajudicial, bem como de suas subsidiárias. O valor do negócio não foi divulgado. O objetivo do negócio é possibilitar o levantamento do regime de liquidação da instituição, decretado em 1996.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco diz que a operação faz parte da estratégia de investimentos da área de Special Situations (situações especiais) do banco, focada na aquisição e recuperação de carteiras de créditos inadimplidos e compra de ativos financeiros alternativos. Essa divisão é especializada na recuperação dos negócios de instituições financeiras em regime especial.

O banco destaca que a conclusão e fechamento da operação está condicionada à verificação de determinadas condições, dentre elas a interrupção do regime de liquidação extrajudicial, que será possibilitada pela liquidação ou saneamento de seus passivos financeiros. Além disso, será necessário obter todas as aprovações regulatórias, inclusive do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Banco Econômico é hoje controlado pela IEP Itapiracem Empreendimentos e Participações, pela Vitória Empreendimentos e Serviços e pela Aratu Empreendimentos e Corretagem de Serviços. As três firmas se comprometeram a vender o banco ao BTG Pactual.

O Econômico sofreu intervenção do Banco Central em 1995. O banco foi um dos que quebraram no Brasil após o Plano Real, porque, assim como outras instituições, tirava grande parte do seu lucro da hiperinflação existente no País até 1994. A parte boa do Econômico foi vendida ao Excel — ele próprio vendido depois ao BBVA, que, por sua vez, deixou o varejo bancário brasileiro na década de 2000, com a venda de seus ativos ao Bradesco.

BTG Pactual

Em fevereiro, o BTG Pactual anunciou que teve lucro líquido ajustado de R$ 6,49 bilhões em 2021, um crescimento de 60,3% em relação ao ano de 2020. As receitas totais chegaram R$ 13,9 bilhões, alta anual de 49%.

Além do resultado positivo, o banco anunciou que colocará o banqueiro André Esteves de volta ao comando do conselho de administração da instituição financeira.

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