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Burger King suspende atividades na Rússia; mais de 200 empresas paralisaram operações no país

Após anunciarem a suspensão das operações, as companhias já começam a calcular o prejuízo de fecharem as portas na Rússia como protesto ao ataque feito à Ucrânia; McDonald's calcula perda de milhões

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2022 | 17h50

A rede de fast-food Burger King anunciou nesta quinta-feira, 10, que irá suspender todo o suporte à operação que detém na Rússia, aumentando a pressão do mundo corporativo contra Moscou. Ícones do capitalismo ocidental como McDonald's, Coca-Cola, Pepsi, Starbucks, Google, Embraer, dentre outros, anunciaram que irão suspender seus negócios no país ao longo dessa semana diante da extensão do conflito na Ucrânia. No total, mais de 200 empresas deixaram a Rússia, paralisando total ou parcialmente as operações, desde o início da guerra contra a Ucrânia, no final de fevereiro.

O negócio do Burger King na Rússia é todo franqueado e o que, na prática, contém futuras perdas. A rede conta com cerca de 800 restaurantes no país, de acordo com números citados pela imprensa internacional. "O Burger King suspendeu todo o seu suporte corporativo ao mercado russo, incluindo operações, marketing e cadeia de suprimentos, além de recusar aprovações para investimento e expansão", informou a rede, em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

O rival McDonald's estima em torno de US$ 50 milhões por mês as perdas potenciais com a suspensão das atividades dos seus 850 restaurantes no país, conforme a imprensa norte-americana. Diferente do Burger King, a rede é proprietária da maior parte dos restaurantes que possui na Rússia, o que a deixa mais exposta.

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