Busca por crédito cai 11,2% e atinge menor nível desde 2008, diz Serasa

Demanda por crédito recuou em todas as faixas pesquisadas, em especial entre os consumidores com maior renda

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

15 de maio de 2012 | 10h07

SÃO PAULO - A busca do consumidor por crédito caiu 11,2% em abril na comparação com março, resultado que contribuiu para o primeiro quadrimestre fechar em queda de 7,6% ante o mesmo período do ano passado, com o pior nível em termos de demanda desde 2008, informou hoje (15) a Serasa Experian. Em relação a abril de 2011, o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito recuou 9,8%, a sexta queda consecutiva na comparação anual.

A demanda por crédito recuou em todas as faixas de renda pesquisadas. No entanto, a queda foi um pouco maior entre os consumidores com maior renda. Entre os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais, houve diminuição de 12,5% na procura por crédito em abril ante março. Entre os que recebem de R$ 2.000 a R$ 5.000, a variação negativa foi de 12,3% no período. Consumidores com salários acima de R$ 10.000 diminuíram a procura por crédito em 11,8% em abril na comparação com março.

Na faixa de renda que compreende vencimentos entre R$ 1.000 e R$ 2.000, o recuo foi de 11,8% em abril ante o mês anterior. Entre os que recebem de R$ 500 a R$ 1.000, a queda foi de 10,7% e entre aqueles que possuem salário abaixo de R$ 500 a demanda caiu 9,1%. Os consumidores dessa faixa de renda menor, porém, foram os únicos que apresentaram avanço na busca por crédito no quadrimestre, com leve alta acumulada de 1,6% frente ao mesmo período de 2011.

Na comparação entre regiões do País, a maior queda em abril ante março ocorreu no Sul (-15%) e a menor, no Norte (-6%). Na comparação do acumulado do ano sobre o mesmo período de 2011, o Sul também lidera as quedas (-9,4%) e o Norte segue com as menores variações negativas na demanda por crédito (-1,3%).

Para a Serasa Experian, o recuo do indicador é explicado pelo aumento da inadimplência verificado desde o início do ano passado, o que leva os consumidores a dar prioridade à quitação das dívidas em atraso. "Além disso, com inadimplência mais elevada aumenta o rigor na aprovação de novos créditos, o que também contribui para desestimular o consumidor na busca por novos financiamentos", afirma a empresa, em nota distribuída hoje à imprensa.

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