Helga Martins/C6 Bank
Helga Martins/C6 Bank

C6 estreia com 200 mil contas e serviços para empresas

Banco digital terá área ‘humano tech’, que criará soluções para pessoas jurídicas, unindo talento e tecnologia

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2019 | 04h00

O banco digital C6 Bank, de ex-sócios do BTG Pactual, começou suas operações oficialmente nesta segunda-feira, 5, com 200 mil contas já abertas na fase de pré-lançamento. Os serviços serão oferecidos pelo aplicativo de celular.

Entre as ofertas, há conta corrente sem taxa de manutenção, transferências ilimitadas e gratuitas, saques ilimitados e gratuitos, pagamentos, cartão múltiplo (débito e crédito) gratuito, portabilidade de salário, depósito por boleto, uma oferta própria de CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com remuneração a partir de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e o Taggy (serviço para pagamento automático de pedágios sem cobrança de mensalidade ou tarifa).

“Queremos oferecer uma grade de produtos completa para que as pessoas se sintam confortáveis em trazer suas finanças para o C6, em um mesmo aplicativo consolidado que ajude a economizar tempo”, disse Luiz Marcelo Calicchio, sócio-fundador do banco.

Serviços

O banco lançou também o C6 Kick, que oferece ao usuário a possibilidade de transferir dinheiro via SMS para qualquer banco, de forma gratuita; e o programa de recompensas Átomos. O acúmulo de pontos ocorrerá não só nas compras com cartão de crédito mas também no cartão de débito e no pagamento de boletos.

Um dos diferenciais do C6 é começar com uma estratégia forte, voltada aos clientes pessoa jurídica. Na área das maquininhas, por exemplo, o equipamento não tem taxa de aluguel nem de aquisição para MEIs (Microempreendedores Individuais) e empresas com faturamento na maquininha a partir de R$ 5 mil por mês.

O banco criou ainda o Conexão C6, formado por consultores empresariais. O banco já treinou 130 deles e tem como meta terminar o ano com mil. O objetivo é atender empresas com faturamento de R$ 50 mil a R$ 50 milhões ao ano. Essa área, segundo o C6, tem potencial de crescimento e poucas soluções customizadas. Philipe Pellegrino, chefe de distribuição para pessoas jurídicas, diz que a estratégia é oferecer a esse público um serviço “humano tech”, ou seja, aliar tecnologia e talento.

A instituição entrou em testes em maio, logo após receber autorização de operação pelo Banco Central. Nesse primeiro momento, o C6 está sendo suportada pelos recursos próprios de seus sócios. Mas chega em um momento no qual outros bancos digitais, como Nubank e Inter, estão no radar de grandes investidores. “Em algum momento será necessário (atrair investidores) e isso vai acontecer, é natural”, afirma Calicchio.

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