Cade aprova fusão de Kroton e Anhanguera

Órgão impôs algumas restrições ao negócio, como a venda da rede de ensino a distância Uniasselvi

Reuters,

14 de maio de 2014 | 15h04

BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com restrições nesta quarta-feira a fusão entre Kroton e Anhanguera, que criará a maior empresa de ensino privado do país e uma das maiores do mundo, com cerca de 1,1 milhão de alunos.

A aprovação ocorreu após acordo das empresas com o órgão de defesa da concorrência. As restrições previstas no acordo incluem a venda de operações de ensino a distância (EAD) da catarinense Uniasselvi, comprada pela Kroton em 2012 por R$ 510 milhões.

O acordo prevê ainda que as empresas vão limitar a captação de alunos em alguns cursos de EAD em 48 cidades até 2017. As companhias também se comprometeram a não utilizarem suas bandeiras ao mesmo tempo para obterem novos alunos em cursos EAD em cidades em que as duas vão atuar.

Metas de transferência de ganhos de eficiência da fusão na forma de qualidade aos estudantes também foram acordadas.

A implementação de remédios na operação já era esperada pelas companhias e pelos agentes do mercado. Em dezembro passado, a Superintendência Geral do Cade disse que a fusão representava riscos de concentração nas áreas de ensino presencial e a distância no Brasil, com "séria potencialidade de efeitos anticompetitivos em diversos mercados".

A fusão das empresas foi anunciada em abril do ano passado. De lá para cá, as ações da Kroton tiveram valorização de 26%, enquanto os papéis da Anhanguera avançaram 40%.

A Kroton está mais concentrada em ensino superior no Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná, enquanto a Anhanguera está presente em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A aprovação da fusão pelo Cade ocorreu também depois que as empresas anunciaram uma nova relação de troca de ações.

Pelo novo acerto de troca de ações, a relação foi mudada de 0,4548 ação da Kroton por papel da Anhanguera para 0,30970293. A relação de troca no anúncio da proposta de fusão era de 1,36428904 para 1, mas houve desdobramento dos papéis da Kroton e da Anhanguera depois disso.

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