Cade congela compra da Rede D'Or de parte de hospital

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou um Acordo para a Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro) com a Rede D''Or - vinculada à Amil - sobre aquisição de participações da Medgrupo em hospitais em Brasília. Na prática, a medida "congela" a operação.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

26 de setembro de 2012 | 14h05

A Rede D''Or, que já controlava o Hospital Santa Luzia e o Hospital do Coração na capital federal - além de participar via Amil nos hospitais Brasília, das Clínicas de Brasília e JK -, notificou em junho a intenção de aquisição da parte do Medgrupo no Hospital Santa Lúcia. Por conta dessa operação, também seriam adquiridas participações nos hospitais Santa Helena, Prontonorte, Maria Auxiliadora, Renascer, além dos centros radiológicos de Brasília e do Gama - todos no Distrito Federal.

Segundo o relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, a operação acarreta concentrações substanciais no mercado de hospitais no DF e, por isso, o Apro tem como objetivo preservar o ambiente concorrencial. "A operação tem potencial para gerar uma concentração de praticamente 80% do mercado relevante, ou 91% se consideramos os ativos da Amil", afirmou Ruiz.

Pelo acordo, a Rede D''Or não poderá tomar nenhuma medida que consolide a aquisição de participação nesse conjunto de unidades hospitalares até a análise final do caso pelo órgão antitruste, sob a pena de ser multada. Em um processo similar, julgado no dia 29 de agosto, o Cade reprovou a compra da Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Amil.

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