Cade inicia processo de avaliação da fusão da Ricardo Eletro e Insinuante

Nova holding será a segunda maior redevarejista de móveis e eletrodomésticos do País, com faturamento de R$ 5bi e 528 lojas

Célia Froufe, da Agência Estado,

28 de abril de 2010 | 11h18

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, encaminhou há pouco o processo de avaliação sobre a união das redes varejistas Ricardo Eletro, de Minas Gerais, e Insinuante, da Bahia, ao conselheiro Carlos Ragazzo. Com esse procedimento, se oficializa o recebimento da notificação do negócio pelas companhias ao Cade. Além de notificar o conselho, as empresas também tiveram de oficializar a intenção do negócio à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) e à Secretaria de Defesa Econômica (SDE), do Ministério da Justiça.

A criação da holding, que receberá o nome de Máquina de Vendas, foi anunciada à imprensa há um mês e, com ela, nasce a segunda maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos do País, com faturamento de R$ 5 bilhões e 528 lojas. A meta é dobrar o tamanho da nova rede tanto em vendas quanto em número de lojas em quatro anos.

Momentos antes do início da sessão ordinária do Cade, Badin disse à Agência Estado que, num primeiro momento, a possibilidade de reorganização dos negócios entre as duas partes, conforme vem sendo noticiado pela imprensa, não interferirá no processo de julgamento pelo Cade. Isso porque seriam alterações em relação a preço e à composição da nova empresa entre as partes. "Em princípio, isso não muda nada para o Cade", disse Badin. 

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