Cade nega aquisição da Casa Santa Lúcia pela Amil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quarta-feira pela reprovação da aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Amil, a não ser que o grupo comprador se desfaça do porcentual - confidencial - de seu capital na Medise, do Grupo FMG, que também controla a Rede D''Or na capital fluminense.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 16h25

O relatório do processo, elaborado pelo conselheiro Elvino Mendonça, havia sido apresentado ainda em abril deste ano, mas o conselheiro Marcos Paulo Veríssimo havia pedido vista na ocasião.

De acordo com o relatório de Mendonça, a concentração no ramo de serviços médicos hospitalares na cidade do Rio de Janeiro abre a possibilidade de conduta concertada entre as quatro maiores redes de hospitais, que dominam mais de 75% desse mercado. "Não considero que existam os elementos de rivalidade e de entrada de novos agentes nesse mercado", afirmou o conselheiro em abril.

Ele também destacou que o mercado relevante geográfico dessa aquisição se situa na área mais nobre do Rio de Janeiro, aquela com maior renda per capita e com demanda de serviços mais especializados, o que dificultaria a entrada e estabelecimento de novos concorrentes.

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