Cade nega recurso da Shell em negócio com Cosan

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou hoje mais um recurso da Shell e voltou a enfatizar a necessidade de venda dos ativos da Cosan (Jacta) no negócio de querosene de aviação, que havia sido comprado pela empresa. A decisão do plenário foi em linha do parecer da Procuradoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Procade), adiantado com exclusividade pela Agência Estado no início do mês. "Não vislumbro razões para que não possa cumprir a decisão do Cade", resumiu o presidente do órgão antitruste, Fernando Furlan.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

27 de julho de 2011 | 12h56

A primeira determinação foi feita pelo colegiado em fevereiro, com a avaliação de que haveria uma concentração demasiada no mercado após o negócio entre Shell e Cosan - afinal, só as duas empresas e a Gran Petro Distribuidora atuam nesse setor. O Cade quer que os ativos sejam vendidos a uma só terceira empresa, a fim de estabelecer um concorrente no setor. Segundo a autarquia, a British Petroleum e a Gran Petro estariam interessadas em comprar esses ativos. As empresas devem se pronunciar ainda hoje, após acesso ao despacho de Furlan.

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