Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Cade quer esclarecimentos de Kroton e Estácio sobre denúncia de demissões

Órgão antitruste afirma que recebeu uma denúncia de que a Kroton teria ordenado a demissão de 180 funcionários da Estácio no dia 8 deste mês

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2016 | 12h29

BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a Kroton e a Estácio expliquem até a próxima segunda-feira (19) se houve demissões na Estácio antes que o órgão antitruste aprove a fusão entre os dois grupos.

Em ofício encaminhado aos advogados das companhias nesta semana, a Superintendência-Geral do Cade afirma que recebeu uma denúncia de que a Kroton teria ordenado a demissão de 180 funcionários da Estácio no dia 8 deste mês.

Por isso, o órgão antitruste quer que as empresas esclareçam se um ou mais trabalhadores foram demitidos, bem como os motivos para tal. O Cade também solicitou informações sobre qualquer demissão ou aviso prévio de funcionários do Grupo Estácio nos últimos dois meses.

O documento lembra que a recusa, omissão ou retardamento injustificado das informações ou documentos solicitados constitui infração punível com multa diária de R$ 5.000,00, que pode ser aumentada em até 20 vezes, se necessário, para garantir sua eficácia, em razão da situação econômica do infrator.

Os acionistas da Kroton e da Estácio aprovaram a fusão entre os dois grupos em assembleias realizadas no dia 15 de agosto. Para chegar ao acordo, a Kroton propôs o pagamento de R$ 420 milhões em distribuição de dividendos ao atuais acionistas da Estácio.

O negócio, que ainda depende do aval do Cade, dará origem a uma gigante da educação com 1,6 milhão de alunos, R$ 8 bilhões de faturamento e pouco mais de 20% do mercado de educação superior do País.

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