Café: código global de conduta vai ser colocado em prática

São Paulo, 10 - O Código Comum para a Comunidade Cafeeira, iniciativa dos setores público e privado da Alemanha, vai ser colocado em prática a partir de agora em diversas áreas de produção da África, Ásia e América Latina. Em países como Etiópia, Uganda, Vietnã e El Salvador projetos já estão em andamento. O objetivo do código é estabelecer um padrão de boas práticas sociais, ambientais, humanas e econômicas na produção e comercialização mundial de café, garantindo sua sustentabilidade. A Agência GTZ do Ministério para Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, e Associação Alemã de Café (DKV), patrocinam a iniciativa. O código foi discutido nos últimos 18 meses, durante reuniões em Hamburgo, na Alemanha, com a participação de cerca de 70 representantes dos produtores de café, comércio, indústria e organizações não-governamentais. O diretor superintendente do Conselho Nacional do Café (CNC), Manoel Bertone, representa os cafeicultores brasileiros nessa comunidade. Ele está na Alemanha e deve retornar ao Brasil na semana que vem, já com o código definido. Bertone considera que a extinção da pobreza nas regiões produtoras de café não depende apenas de melhores preços da commodity, mas de modificações institucionais, legais, sociais e culturais. Por isso, o caminho a ser percorrido é longo e cada país produtor deve criar um comitê para implementar o código. Ele estimou que pelo menos 80% da produção brasileira de café já é realizada dentro dos princípios de sustentabilidade. Na próxima reunião da Organização Internacional do Café (OIC), de 20 a 24 deste mês, a entidade deve adotar oficialmente as normas estabelecidas no código.

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