Café: não há razão para programa de opções, diz Silas Brasileiro

Belo Horizonte, 28 - A recuperação dos preços do café no mercado internacional não deverá levar os produtores a insistir na realização de mais um programa de leilão de contratos de opção, segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, Silas Brasileiro. "Não há razão para opções", disse. Conforme Brasileiro, que participou da reunião semestral da Organização Internacional do Café (OIC), realizada na semana passada em Londres, as estimativas são de que a oferta mundial será reduzida em 4 milhões de sacas no próximo ano, por causa da menor produção do Vietnã, alguns países da África e Brasil, o que estimularia a retomada dos preços. Brasileiro ressaltou que o abastecimento no mercado interno estará garantido por causa do ciclo alto de produção na safra atual. No entanto, de acordo com ele, para evitar que os preços altos comecem a incentivar os cafeicultores a ampliar a área plantada, o grande objetivo do governo mineiro atualmente é liderar a criação de um Fórum dos principais Estados produtores. O grupo seria responsável pela elaboração de uma política comum para o setor, o que impediria que a oferta volte a superar a demanda e provoque uma nova depressão nas cotações. O secretário acredita que o patamar ideal da saca de café seria de US$ 90, para remunerar adequadamente o produtor. "Não há estabilidade de preços e nos últimos três anos os cafeicultores tiveram uma perda de US$ 10 por saca, por causa destas oscilações", aponta. Atualmente o café está sendo vendido por cerca de US$ 75, mas Brasileiro avalia que se a estiagem e as temperaturas elevadas continuarem pelos próximos 15 dias haverá uma nova reação no mercado.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2004 | 17h46

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