Café: Paul Liu vê chance de crescimento na exportação para a China

São Paulo, 29 - As exportações de café brasileiro para a China têm condições de crescer bastante em um horizonte de longo prazo. A avaliação é de Paul Liu, presidente-executivo da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBDE). Liu abriu hoje o seminário "Agronegócio: destino China", realizado em São Paulo. Segundo Liu, as exportações brasileiras de café para a China ainda são acanhadas. Em 2003, 16.555 sacas foram embarcadas para o país asiático, volume insignificante diante das 25 milhões de sacas vendidas pelo Brasil a todos os destinos. Liu explicou que a bebida nacional da China continua sendo o chá. "O que há de positivo é que o café já conquistou uma parcela do público jovem e isso traz ótimas perspectivas no médio prazo", afirmou. Atualmente, já há quatro grandes redes de café instaladas na China, principalmente na região de Xangai. Segundo Raymond Rebetez, membro do conselho da Associação Brasileira de Cafés Especiais (ABCE), essas casas não anunciam ao consumidor a origem de seus cafés. "O Brasil é o principal fornecedor de empresas como a Illy e a Starbucks, mas o público não fica sabendo", disse. Rebetez afirmou que os cafés especiais, embora representem parcela reduzida do montante exportado pelo Brasil, têm função estratégica na abertura desse mercado. "Apresentar o produto de qualidade especial é fundamental para popularizar o produto", afirmou. A ABCE vem se empenhando justamente em desenvolver o paladar chinês para o café. "Estamos promovendo degustações, palestras para explicar as diferenças de sabor entre os cafés de diversas regiões", afirmou.

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