Café: sul de MG negocia saca a R$ 212; oferta escassa

São Paulo, 15 - A falta de vendedores ontem no mercado físico de café levou compradores a aceitarem os valores pedidos. Os negócios foram fechados à revelia da oscilação dos contratos futuros na Bolsa de Nova York. A desvalorização do real em relação ao dólar compensou a queda de ontem do mercado futuro. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,872 (mais 1,13%). No sul de Minas, um técnico do Departamento de Comercialização de cooperativa local informa que "a escassez de vendedor e a necessidade de compradores fizeram o mercado andar". Café tipo 6, duro para melhor, com 20% de catação, foi negociado a R$ 212 a saca de 60 kg. O comentário era de que a Andirá do Brasil teria comprado cerca de 1.900 sacas do produto. Café bebida rio, com 23% de catação, foi negociado a R$ 153 a saca. A Marcelino Martins teria comprado cerca de 630 sacas do produto. Café da safra 2003/04, com 15% de catação, foi negociado com a Casas Sendas a R$ 211 a saca. Um lote de 1.700 sacas, duro para melhor, tinha pedido do vendedor a R$ 214/R$ 215, com 20% de catação. Até o fim do dia, porém, a venda não havia sido concluída. No Espírito Santo, um corretor local informa que o estoque de conillon para a indústria é baixo e deve ser suficiente para até fevereiro/março do ano que vem. Desse modo, a escassez do produto na entressafra pode levar os preços para níveis mais altos. O conillon tipo 7, posto em Vitória, tinha ontem cotação nominal a R$ 145 a saca. (segue)

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