Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Lucro da Caixa cai quase 20% no 1º trimestre, para R$ 2,54 bilhões

Banco público teve crescimento no crédito, mas reportou também custos mais altos para captação; inadimplência também cresceu: atrasos com mais de 90 dias somam 2,33%

Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2022 | 14h51

O lucro líquido recorrente da Caixa Econômica Federal caiu 19,6% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo intervalo de 2021, para R$ 2,542 bilhões. A diferença entre o resultado gerencial, de R$ 3 bilhões, e o lucro recorrente está nas provisões que o banco teve de fazer para o Pronampe, programa para pequenos e médios negócios, e o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Essas provisões e outros eventos somaram R$ 1,15 bilhão no trimestre, de acordo com informe de resultados do banco público, ivulgado na tarde desta quinta-feira, 12. Em vídeo para comentar os resultados, o presidente do banco público, Pedro Guimarães, afirmou que este volume de recursos voltará ao banco. "O balanço está sendo penalizado por perdas que recuperaremos com garantias", prosseguiu.

No primeiro trimestre deste ano, a margem financeira da Caixa caiu 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 10,66 bilhões. O banco afirmou que o desempenho foi sustentado pelas margens com operações de crédito, mas, ao mesmo tempo, menciona uma série de aumentos de custos de financiamento.

Inadimplência cresce

A Caixa encerrou o primeiro trimestre deste ano com 2,33% de atrasos acima de 90 dias. No primeiro trimestre do ano passado, o índice estava em 2,04%. O total de provisões contra inadimplência foi de 3,19 bilhões entre janeiro e março, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

O índice de cobertura do banco caiu quase 20 pontos porcentuais em um ano, para 197%, o que indica que a cada R$ 1 em atraso há mais de 90 dias, a Caixa tem R$ 1,97 para cobrir o rombo. É o menor índice de cobertura entre os cinco maiores bancos do País (os outros quatro são BB, Santander, Itaú e Bradesco).

Equipe reforçada

Em um reflexo do aumento da rede de agências físicas que tem feito nos últimos meses, a Caixa contratou cerca de 5 mil funcionários ao longo do último ano. Com isso, o contingente de funcionários do banco público chegou a 86.850 pessoas.

"Como a rede aumentou, nós reforçamos o nosso quadro", disse o presidente do banco.

Desde 2018, a quantidade de agências e postos de atendimento físicos da Caixa subiu em 108 endereços, para 4.278 no final do primeiro trimestre. Em um ano, foram 118 postos a mais.

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