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Daniel Teixeira/AE - 22/7/2010
Daniel Teixeira/AE - 22/7/2010

Caixa pode fazer capitalização para manter ritmo de expansão do crédito

Eventual injeção de capital no banco público deve ocorrer em 2011 ou 2012

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

26 de agosto de 2010 | 15h50

A Caixa Econômica Federal não descarta fazer uma capitalização para conseguir sustentar o forte ritmo de crescimento de suas operações de crédito. No primeiro semestre, a expansão foi de 50%. "Se precisar, vai ser feita uma capitalização. Até para podermos continuar no mesmo ritmo de crescimento", diz a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Por enquanto, a Caixa vem buscando outras formas de captar recursos para financiar a expansão do crédito, principalmente o imobiliário. Por isso, uma eventual capitalização deve ocorrer em 2011 ou 2012. Nas próximas semanas, o banco deve captar R$ 500 milhões por meio de securitização de sua carteira de empréstimos, diz Maria Fernanda. Além disso, deve lançar mais letras financeiras, espécie de debêntures que o governo criou no final do ano passado para os bancos captarem recursos de mais longo prazo. A Caixa lançou R$ 1 bilhão em letras e pode lançar mais R$ 2 bilhões.

O banco público tem situação confortável no momento para expandir suas operações de crédito. O Índice de Basileia da Caixa, indicador que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer seu capital, fechou o primeiro semestre em 17,1%, acima de bancos privados, como Bradesco e Itaú (que tem indicador na casa dos 15,8%). O Banco Central exige Basileia mínimo de 11%.

Para 2010, a previsão do banco é que sua carteira de crédito total fique entre R$ 170 bilhões e R$ 175 bilhões. No primeiro semestre, a carteira cresceu 50,3% e terminou junho em R$ 149,2 bilhões. O grande destaque é o crédito imobiliário, que deve superar as projeções iniciais de R$ 60 bilhões.

Aquisições

Maria Fernanda diz que a Caixa deve fazer novas aquisições no mercado interno ainda este ano, por meio a Caixapar, especialmente em segmentos onde não atua ou tem pouca experiência. "Há necessidade cada vez maior de especialização", diz ela, sem citar áreas de interesse. A presidente conta que foi por meio da aquisição de uma participação no Banco Panamericano que a Caixa conseguiu entrar em mercados como financiamento de automóveis e leasing.

Já para o mercado externo, o banco tem como objetivo fazer cooperações técnicas com entidades de outros países e vem trabalhando em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo é atender um público específico, o de migrantes brasileiros. Por isso, o banco abriu escritório nos Estados Unidos e Japão. Mais recentemente, inaugurou uma unidade na Venezuela.

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