Câmara abre debate sobre projeto dos republicanos para dívida

Votação do projeto deverá acontecer ainda nesta sexta-feira

Renato Martins, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 17h26

Por 236 votos a favor e 186 contra, a Câmara dos EUA aprovou, nesta sexta-feira, 29, o início do debate de um projeto de lei do Partido Republicano que eleva o limite legal de endividamento do governo do país. A votação do projeto deverá acontecer ainda nesta sexta-feira.

Cada deputado votou a favor da posição de seu partido. O projeto, revisado nesta quinta-feira, é ainda mais intransigente do que o que havia sido apresentado na semana passada pelo presidente da Câmara, o deputado John Boehner (republicano/Ohio), ao incluir uma proposta de emenda à Constituição que determina um Orçamento federal equilibrado; o projeto original de Boehner estabelecia apenas a necessidade de haver uma votação de uma emenda constitucional sobre isso.

O projeto a ser votado hoje eleva o limite da dívida em US$ 900 bilhões, o que seria suficiente para que o governo dos EUA continuasse a funcionar até fevereiro ou março de 2012, e reduziria o déficit do governo em pouco mais de US$ 900 bilhões ao longo de dez anos. Ele também estabelece um comitê de legisladores que estudaria o Orçamento federal em busca de pelo menos US$ 1,8 trilhão adicional em redução do déficit.

Caso o projeto seja aprovado hoje pela Câmara, onde os republicanos têm maioria, ele será encaminhado ao Senado, dominado pelo Partido Democrata, do presidente Barack Obama. O projeto não deve passar no Senado, onde o líder da maioria, senador Harry Reid (democrata/Nevada), já apresentou seu próprio projeto de elevação do limite da dívida.

A versão revisada do plano dos democratas para elevar o teto da dívida do país, atualmente de US$ 14,29 trilhões deve  reduzir os déficits orçamentários federais em US$ 2,4 trilhões durante a próxima década, segundo Reid.

Ambos os partidos foram forçados a fazer mudanças nos seus planos para conseguir mais economias. Os democratas e os republicanos afirmaram que seus planos incluiriam medidas de redução do déficit que seriam, no mínimo, iguais ou superiores ao aumento no teto da dívida. As informações são da Dow Jones.

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