Câmara vota hoje plano sobre dívida nos EUA, mas senadores prometem se opor

Plano do republicano Boehner prevê a redução dos déficits dos EUA em US$ 917 bilhões nos próximos 10 anos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 09h14

A Câmara dos EUA se prepara para votar hoje o plano revisado do presidente da Casa, o republicano John Boehner, para a dívida do país. No entanto, senadores democratas e independentes já afirmaram que vão se opor à proposta. Outro plano, o do democrata líder do Senado, Harry Reid, também enfrenta obstáculos e as negociações dos legisladores em busca de opções devem prosseguir, o que poderá arrastar as discussões até a terça-feira.

O plano revisado de Boehner prevê a redução dos déficits dos EUA em US$ 917 bilhões nos próximos 10 anos, segundo um novo cálculo Escritório de Orçamento do Congresso (COB, na sigla em inglês). Com isso, os cortes previstos nos déficits são maiores do que o proposto aumento de US$ 900 bilhões no teto da dívida. Um cálculo inicial do CBO feito anteontem havia estimado uma redução de US$ 850 bilhões nos déficits e forçou os republicanos a revisar o plano.

Se o plano de Boehner for aprovado pela Câmara hoje, o líder da maioria no Senado, Harry Reid, vai colocá-lo para votação pelos senadores, que provavelmente o rejeitarão. Em uma carta enviada a Boehner ontem à noite, todos os 51 senadores democratas e os dois senadores independentes disseram que vão se opor ao plano republicano.

Após a provável rejeição no Senado, Reid poderá então buscar aprovação para o seu próprio plano ou fazer mudanças na proposta de Boehner para torná-lo mais palatável para os democratas. A maior divergência está na elevação do teto da dívida em uma fase ou duas.

O plano de Boehner prevê uma elevação de US$ 900 bilhões agora e de US$ 1,6 trilhão no próximo ano se os legisladores concordarem em ao menos US$ 1,8 trilhão em cortes de gastos adicionais. Reid propõe uma elevação no teto da dívida de US$ 2,7 trilhões imediatamente e um corte nos gastos de valor similar. O plano democrata também sugere adiar uma nova discussão sobre o limite de endividamento para depois das eleições de 2012, o que os republicanos não querem.

Boehner não pode perder mais do que 23 votos dos republicanos na Câmara se os democratas decidirem apoiar seu plano. Ao menos 18 republicanos já disseram que votarão contra a proposta. As informações são da Dow Jones. 

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